backpacking my way through...

Tuesday, March 02, 2010

DE DUBLIN A GLASGOW - um Mixtape

 No regresso a casa, fui para o Aeroporto de Faro, depois segui de comboio e deu tempo de pensar numa lista de musical que se encaixa nesta viagem com tempo chuvoso.


Retornada de uma viagem extenuante, movida pelo impulso de seguir uma banda em tournée, partilho no Mixtape, a escolha de canções que desfilaram pelo meu leitor de mp3, nas cidades de Dublin e Glasgow. Partilho com Sapphire, a personagem criada por Cameron Crowe, no filme “Almost Famous”, o ímpeto de seguir uma banda na estrada: “They don’t even know what it is to be a fan. Y’know? To truly love some silly little piece of music, or some band, so much that it hurts.” Eu chamo-lhe síndroma Band Aid e é viciante.

 Quando viajo para uma cidade nova, raramente oiço música, preferindo o som das ruas, do trânsito, dos transeuntes que calcorreiam os passeios. Contudo, as intermináveis viagens entre aeroportos e centro das cidades, confinada nos transportes devido à chuva e frio resultaram numa particular disposição para sonoridades melancólicas. Guitarras amplas e pianos pesarosos, flagrantemente influenciada pelas soturnas condições meteorológicas e o tédio de uma paisagem cinzenta.




Arranco com o lúgubre tema dos 30 Seconds to Mars (a banda responsável pela romaria), passando pela nata dos cantautores de Dublin e o instrumentalista e a banda que melhor interpretam a melancolia de Glasgow – Craig Armstrong e os Travis. Pelo meio, um desvio para as sonoridades inglesas (Irlanda e Escócia que me perdoem) e uma cover na guitarra épica de Slash que reproduz bem a minha vontade de esganar a gerente da minha acomodação em Glasgow.


Saturday, February 27, 2010

FROM CELTIC LAND TO MARS part II

Escócia - Glasgow
Temperatura: GELO!
27 de Fevereiro a 2 de Março



Pensei que tudo o que poderia correr mal, aconteceu em Dublin. Estava errada. O tempo chuvoso que me saudou à saída do aeroporto de Glasgow foi um prenúncio do descalabro que me esperava. O excesso de confiança pela familiaridade com a cidade onde vivi em 1999 e onde deixei amigos, fez-me indolente na planificação. Os oito anos de distância na última visita a Glasgow, foram eficazes em apagar a memória da escabrosa condição meteorológica da cidade que apelidei de smelly city. Baptismo incentivado pela poluição e os cheiros avinagrados da destilaria e botequins de fish &chips.

Day#1 ARGHHHHH

Os já habituais problemas de orientação brindaram as primeiras horas na cidade em busca do hostel. A chuva miudinha e o arrastar da mala também não ajudaram (sem surpresa, o mapa também não). Este seria o menor dos meus problemas na smelly city. Logo no check in a recepcionista interrogava-se sobre o que significaria o ponto negro no registo do computador. Assim que entrei no quarto e testemunhei a pior pocilga que alguma vez havia visto, soube de imediato o significado do "ponto negro".

No chão estavam espalhadas, roupa, meias e cuecas sujas, mais sacos de recipientes vazios de comida. A presença de duas raparigas, ainda a dormir em pleno meio dia, denunciou a madrugada de pândega e o seu fraco sentido de salubridade. Desci para a recepção e convidei a recepcionista a visitar o quarto caracterizando-o como filthy e pigsty. Exigi um novo mas foi-me negado, como já tinha pago não havia nada a fazer. O hostel (curiosamente premiado como «o melhor» de Glasgow) não tem a política de limpar os quartos quando estes estão ocupados e como as princesas da pândega dormiram ambas as manhãs, o quarto não era limpo desde aí.

O azar não terminava aqui e estendeu-se até à impossibilidade de contactar velhos amigos. Não conseguia completar a chamada e mesmo que enviasse um email a comunicar a minha localização, não teria oportunidade de ver a resposta a tempo. Miserable and cold, atirada para um quarto o qual não queria estar. Pelo lado positivo, não me perdi no percurso até ao Armadillo, a arena do concerto de 30 Seconds to Mars. Sempre em frente pela marginal, 25 minutos a pé junto ao rio Clyde, observando a bonita colecção arquitectónica de pontes que ligavam ambas as margens. Nas inúmeras vezes que estive em Glasgow nunca visitei aquela área que se assemelhava a um Parque Expo.



Obrigada aos arquitectos do SECC (aka Armadillo) por pensarem nas pobres almas regeladas ao frio, ao definir a zona de espera no interior da área comercial. Já o demasiado zeloso sistema de segurança colocou-me em frente a uma porta que apenas abria quando todas as outras abrissem. Não só isso, como um cordão de segurança nos deslizava a passo de caracol para a arena. Resultado: Adeus barreira. Adeus assistir ao concerto sem apertos. Adeus oportunidade de me encontrar com a minha echelon connection. Encontrei sim, um grupo de portuguesas no final e em conjunto tagarelamos sobre os nossos aposentos para a noite, eu na pocilga, elas no aeroporto. Nós, band aids somos de fibra resistente. Sem possibilidade de boleia e mentalizando atravessar a marginal a pé, depois da gélida meia noite, fiz o chamado sprint for your life, de tal modo ligeiro que acabei por ultrapassar o destino do hostel por 500 metros. Integridade física preservada, princesas da pândega fora e o quarto estava limpo. Enfim, dormir um soninho descansado.



Day#2 TO BE OR NOT TO BE WARM, THAT IS THE QUESTION

Com o tempo nublado e neve a cair, restava-me o refúgio do Museu de Kelvingrove. Já nos tempos do Erasmus fazia gazeta às aulas para ir ao museu (as minhas gazetas são sempre escapes culturais). Sabia qual o autocarro, sabia o caminho, não sabia qual a paragem de autocarro. Ao fim de oito anos o percurso mudou e a paragem no sentido norte era numa rua diferente. A questão era onde? Onde, valha-me a santa dos desorientados? Palmilhei rua, atrás de rua, quarteirão atrás de quarteirão e não consegui descobrir. O caminho a pé era simples e até seria agradável não fossem os 2 graus negativos e a neve miúda. Uma hora depois chego ao destino com 2 pés blocos de gelo, aliviadamente descongelados dentro do museu. Outro alívio, acesso à internet de borla. Viva a aldeia global! Mandei um SOS via facebook e email, mas infelizmente salvamentos virtuais não resolveriam o meu problema na smelly city.



Day #3 - THE SUN! THE SUN!

O sol despontou no último dia da minha estadia em Glasgow e não perdi tempo a chegar ao meu destino - Necropolis. O sol pareceu iluminar o meu sentido de orientação pois o caminho até ao ancestral cemitério ocorreu sem percalços. Estava ansiosa por voltar a encontrar veados na colina mas não tive tal sorte. Os veados possivelmente estavam no quentinho da lareira das suas casas.



Aproveitando a pedalada da caminhada, fiz de novo o percurso ao longo da marginal, coincidindo com o pôr do sol para fotografar as modernas estruturas que coroam a margem esquerda do Clyde. Nessa altura a bateria da Nikon extinguiu-se, mas mesmo sem o meu fiel tripé, a compacta Sony deu conta do recado.



De novo, o LIDL veio em meu auxílio e pude empanturrar-me de homemade veggie burritos ao jantar. Confesso foi uma refeição nada escocesa, mas também não se esperava que comesse haggis. Para quem não sabe, um prato típico que consiste em estômago de borrego recheado de testículos do dito borrego. No Thanks.

Glasgow em fotos:

Wednesday, February 24, 2010

FROM CELTIC LAND TO MARS PART I


IRELAND - Dublin




DAY #1 ARRIVAL

A viagem por terras celtas foi um exemplo ilustrado do que pode acontecer quando uma viagem não é bem planeada, especialmente a nível de transporte. Tudo parecia correr bem, zero problemas em sair do aeroporto para o centro da cidade e eis senão quando deparo-me com dificuldade em perceber os trajectos da rede pública de autocarros (tal informação é top secret a avaliar pela dificuldade em encontra-la). Tendo em conta que estaria um frio de rachar, passear do ponto A para ponto B, pelo próprio pé, não seria necessariamente agradável (e não foi).

Sem tempo a perder, pus-me a caminho do Museu, assim que me instalei no simpático hostel - uma acomodação com muita personalidade e no centro de tudo. Tudo menos do Barracks, o museu que escolhi visitar. De kispo e capuz vestido para me proteger da chuva, calcorreei os passeios, cima abaixo na singela tentativa de apanhar o autocarro correcto, na via correcta.

Como foi possível, o simples trajecto, estampado no cartão que ostentava na mão, descambar para o precipício? Simples. Eu sou EU. Sem noção de direcção, lidando com um passe turístico muito fraco, onde existem 3 hipóteses de transporte: autocarros, comboios ou o LUAS (Metro de superfície), mas sem as puder combinar, foi o descalabro. Em minha defesa, 3 pessoas diferentes deram direcções diferentes, em sentidos opostos. Resultado: encharcada e sem chegar a lado algum, com uma gloriosa vista da via rápida. Sim, a parte "gloriosa" é sarcasmo...

De regresso ao hostel, reparo no cartaz que anuncia o filme "Quatro Casamentos e um Funeral" e fico entusiasmada, até perceber qual a tendência natural do playlist televisivo: Futebol + Futebol = (mais) Futebol. Quem teria a coragem de mudar de canal quando se disputava a meia final da Champions League?! Eu não.

Decidida a não esmorecer com a ideia de uma muito nublada (e fria) Dublin, parti para as Docklands, com a máquina fotográfica em punho, para captar a beleza nocturna da marginal do rio Liffey (lê-se Liffy). Sem tripé, é certo, mas por alguma razão a mala Sport Billy tem esse nome. Gostei do resultado.

DAY#2 MUSEUMS, MUSEUMS

Antecipado o estado meteorológico chuvoso, tinha apenas um plano para esse dia - MUSEUS. A caminho da National Library, ligo para a minha mãe queixando-me do frio.Em resposta ela resmunga sobre o homem nu da garagem de baixo, que expôs as partes íntimas quando esta vai à rua com os cães. Em tom blase, retruco: Isso é o motoqueiro masturbador, ignora-o! A minha mãe optou por fazer queixa e, verdade seja dita, nunca mais vi o sr. (vestido ou despido).

1ª paragem - National Library. Contrariamente à minha natureza tuga, enviei um email na véspera a pedir autorização para fotografar esta lindíssima biblioteca. A resposta foi positiva, mas no local as sobrancelhas dos seguranças assumiram a posição de perplexidade. Valeu-me a tremenda simpatia irlandesa e o facto de ter memorizado o nome da funcionária que autorizou a minha presença ali - Sioban (lê-se Shevon - obrigada Escócia pelas noções básicas de gaélico).

Durante longos minutos fiquei hipnotizada com o deslumbrante tecto abobadado até o funcionário me despertar do pasmo com a pergunta "Não fotografa?!" Disse que queria apreciar um pouco mais por achar aquela divisão maravilhosa. E, com esta resposta, tive direito a uma piscadela de olho e a garantia de tirar as fotos que quisesse.

Simpatia irlandesa - 10 points!


Deambulando pela ruas de uma Dublin nebulosa, chego à conclusão que me tinha esquecido da teleobjectiva e lembro-me de pensar que isso não era grave tendo em conta que o tempo cinzento, mas segundos depois, e se isto fosse um desenho animado da Looney Toons, uma bigorna cairia em cima de mim. Afinal de contas esta viagem foi planeada para assistir a dois concertos e fotografar os ditos e, convenhamos, é bastante útil ter uma teleobjectiva nessa ocasião.

BOING


Foi numa capela transformada em posto de turismo que surgiu uma ideia de passeio: Howth. Lia-se no folheto que as focas eram alimentadas no cais pelos pescadores e a vila estava a uma distância de 30m de autocarro. Quanto mais perto da hora do pôr-do-sol estivesse, melhor - o tempo nublado é o pior inimigo de uma fotógrafa. Quando lá cheguei, nada de focas, nada de pôr-do-sol idílico e um frio de rachar. Eu parecia um esquimó com tanta camada de roupa e com as extremidades tão frias que tornou-se doloroso fotografar (luvas foi outra coisa que me esqueci de pôr na mala). Uma abadia com uma surpreendente vista para o Ireland Eye e um cais pitoresco foi o que se arranjou, mas gostei muito do ambiente sossegado de vila piscatória.




De volta à cidade, por volta das 21h, corro que nem uma maluca em direcção ao cinema onde decorria o festival de cinema. Podia jurar a pés juntos que tinha lido na programação que o filme da Drew Barrymore, "Whip it" passava naquele dia, mas assim que cheguei à bilheteira, ainda esbaforida da corrida oiço a resposta: "Sorry that was yesterday." Pois claro...típico.

No regresso ao hostel, numa noite amena encontrei um LIDL - esse verdadeiro oásis de frutas a preço decente (riam-se, mas é verdade) e fotografei os pontos de interesse da O'Connel Street. O General Post Office (GPO), onde foi lida a declaração da independência na Páscoa de 1916 e The Spire, difícil de passar despercebido sendo mesmo o meu ponto de referência para me orientar. No alto dos seus 121 metros, aquela agulha de ferro parecia reunir uma importância que não compreendia até ler as circunstâncias em que foi erguida. Outrora, onde assentava um pilar dedicado ao almirante inglês Lord Nelson, ficou um buraco de detritos devido à deflagração de uma bomba reivindicada pelo IRA. Os irlandeses levam muito a sério o seu ódio pelos ingleses, mesmo sendo figuras de estátua. Na década de noventa, foi erguido no seu lugar uma esfera de aço inoxidável, baptizada em irlandês como o Monumento de Luz, dado a sua propriedade reflectora. Eu chamei-lhe Estrela de Belém, pois estava localizada na rua por detrás do meu hostel e assim que via a ponta do Spire, sabia que estava próxima do meu destino de descanso.

Day #3 INTO THE WILD

Acordei animada com os raios de sol a bater na janela anunciando um belo dia para o concerto de 30 Seconds to Mars. Entrei logo em estágio no balneário, iniciando o ritual matinal ao som da banda com o altifalante do mp3 em uso. Confrontada com o olhar vidrado da rapariga ao meu lado, pergunto se a música a incomoda e a sua resposta foi anunciar o seu nome de guerra no Echelon. Caramba, quem diria. Em pleno espírito Field Of Dreams: «Play it and they will come», a música dos 30 Seconds reuniu-me com um grupo de 6 italianas que também iam ao concerto. Combinamos encontro para mais logo, mas antes ia aproveitar o belo dia de sol para explorar Dublin.

Um hora antes da Walking Tour promovida pela hostel, esgueirei-me para o GPO e meti conversa com o segurança para saber mais sobre a herança histórica do edifício onde foi proclamada a Independência na Páscoa de 1916. Quando mencionei ter lido que ainda se podiam ver as marcas das balas resultantes dos confrontos, o segurança fez uma careta e declarou no seu distinto sotaque irlandês: BALELAS!



Com 45m de atraso, Seamus, o nosso guia, recolheu-nos no hostel dando início a uma apressada caminhada até ao ponto de encontro, atravessando sinais vermelhos com uma comitiva de 10 pessoas na sua traseira. Sendo a única capaz de o acompanhar (até em férias estou em modo passo rápido) consegui desabafar a frase:

«Your plan to get us there fast, is not killing us, I hope?»

No seu adorável sotaque, o jovem Seamus (lê-se Shamous), garantia que este não seria o ritmo da visita guiada e que com ele estávamos seguros. Seguros e muito bem informados, pois ele foi um guia 5 estrelas, hilariante na forma como angariava transeuntes turistas em pleno movimento e pedia contribuição monetária para alimentar os seus filhos famintos, aceitando propostas de casamento para o sustentar. Percorremos a capital sabendo cada pormenor de cada canto e ouvi-lo falar de forma tão apaixonada sobre o seu escritor favorito, autor das «Viagens de Gulliver», foi um prazer. Seamus explicou que Jonathan Swift foi igualmente responsável por um panfleto altamente satírico, Uma Proposta Modesta em que sugeria que as crianças pobres fossem alimento para os ricos. Nem toda a população percebeu o carácter crítico impresso no título: «Para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o país, e para torná-los proveitosos ao interesse público».

Foi por culpa de Seamus que decidi, à última hora, visitar a Antiga Biblioteca do Trinity College. Os meus olhos dilataram como os de uma criança em frente a uma montra de doces quando ele mencionou que a Biblioteca foi usada para filmar uma cena de Indiana Jones e a Grande Cruzada. Com toda a minha pujança croma ripostei que a cena da biblioteca tinha sido em Veneza, na Itália, mas o nosso guia foi rápido a esclarecer que o exterior sim, mas o interior foi ali mesmo no Great Hall.



Não tenho o hábito de dar gorjeta aos guias, mas Seamus mereceu-a, pela impressionante cota parte de trivia que incluiu a informação que a Courtney Love estudou naquele colégio, no mesmo curso dele e que ainda permanece válido um dos estatutos que permite aos alunos atirar a matar um cristão que atravesse o pátio(!) O colégio foi também palco de um acesso combate entre o exército britânico e irlandeses sequiosos de liberdade - até aí a grande maioria da frente de combate pertencia à comunidade artística. Em tom de brincadeira Seamus gracejava: «We can make a great song about anything, but we can't win a war! ». Depois dos confrontos no Trinity College, a ala militar finalmente juntou-se à frente de combate exigindo independência o que levou à divisão da Irlanda em 1916. A parte norte sob controlo britânico, a parte sul tornou-se a República da Irlanda.

Já dentro do Great Hall, tive sérias dificuldades em manter o meu maxilar cerrado, tal o espanto magnitude arquitectónica da antiga Biblioteca, tão magnifica como a vemos no filme da saga Indiana Jones. Ainda mais estando presente. Infelizmente não foi permitido fotografar e confesso que dificilmente conseguiria captar a beleza daquela biblioteca, os postais vendidos na loja, ajudarão a manter a recordação viva.




Às 16 segui para as Docklands para o recinto do concerto, 25 m a pé e muitas referências a O2 depois, lá cheguei ao recinto. Aguardei horas, numa curta fila a escassos 100 metros da porta, agonizando com frio à medida que a noite foi descendo sobre uma ansiosa multidão que cantava alegremente o hino de Glee: «Don't Stop Believing» e outros cânticos rockeiros. A cumplicidade de corpos regelados acabou por unir a multidão que gritava «LET US IN». Os seguranças não tiveram piedade e pela altura que abriram as portas os meus pés estavam de tal modo regelados que apressar o passo infligia dor. Tive sorte e consegui um lugar junto à barreira, no canto direito, em frente ao Shannon que, louvado seja o senhor, estava no lado direito do palco e não ao centro na rectaguarda como era hábito. Em nenhum concerto consegui ver o baterista dos 30 Seconds to Mars com tamanha nitidez e proximidade e eu sem a lente zoom para conseguir captar o momento. Na companhia de duas fãs de países diferentes formámos um trio intercontinental que aproveitou ao máximo a energia impressionante da multidão no arranque da tour inaugural. As expectativas com a banda suporte, os Street Drum Corps não saíram logradas e a sua participação na actuação dos 30 Seconds revelou-se bombástica. Capricorn foi a surpresa acústica, no momento em que Jared surge algures no meio das bancadas após o seu irmão Shannon surpreender com o tema L-490. Jared incitou o famoso mosh circle of death sob o olhar reprovador dos seguranças que proibiam qualquer manifestação efusiva, mas Leto levou a sua avante: «This is no Celine Dion show». Pois, realmente não era e os irlandeses como público portaram-se muito bem, com o género masculino bem representado em números: «I think this is our first mostly men show, I feel a little excited about that», brincou Jared.



No final do concerto, no parque do estacionamento o get together tornou-se ainda mais intercontinental na espera que os rapazes saíssem para cumprimentar os fãs. Combinavam-se, encontros para futuros concertos, eu não era a única com 3 concertos na minha agenda. Tendo em conta o frio, apenas o Shannon apareceu para assinar o que quer fosse que lhe entregassem. Uma das raparigas italianas, sabia pouco inglês, mas sabia o suficiente para pedir um abraço e um abraço recebeu. Eu recebi a sua assinatura no álbum de fotos e não houve oportunidade para mais nada que aquele olhar cor de mel destabiliza o meu raciocínio. No longo caminho para o hostel já perto da uma da manhã, estávamos cansadas (com frio), mas felizes. Para as italianas seria um regresso a casa até nos reencontrarmos em Milão, para mim, haveria outro concerto em solo escocês, no dia seguinte. A aventura celta continuaria. Adeus Dublin, mereces o meu regresso (com temperaturas mais amenas).

Eis Dublin em fotos.Dublin

Monday, August 10, 2009

Wednesday, August 20, 2008

TRÁS-OS-MONTES X3 2008

Mais parece o título de um vídeojogo pacóvio, mas foi o meu singelo e bem á letra período de férias. Passear, banhar-me no rio, balançar na rede, ver a casa nova pronta a habitar com janela para uma vista magnífica.

Aqui fica como passei o tempo em Trás os Montes.



Saturday, May 10, 2008

Back from Mars

 


Esta T-shirt descreve na perfeição o mote da minha viagem kamisake por terras dos kilts e de sua majestade. Bandas em tournée são as melhores desculpas para viajar. O meu plano para visitar a Itália ficou adiado, mas foi uma grande alegria voltar a pisar solo escocês, a minha adorada Edinburgh (lê-se Edinbra)perante um esplêndido sol e maravilhosas experiências marcianas!

Fui muito bem recebida pela restante comunidade "marciana", tive oportunidade de conhecer alguns membros na véspera do concerto, outros tantos no fórum oficial. É incrível a diversidade de nacionalidades nos concertos, pessoal completamente na bancarrota (como eu) para poder seguir a banda na estrada. Para variar apanhei o barco a meio, este ano faço parte do Echelon - Bankrupt Division, para o outro farei parte da "Band Aid Division"

A sala Corn Exchange é extremamente pequena, penso que menor que a Aula Magna e consegui ficar na segunda fila, no canto esquerdo, perto do Tomo. Foi um concerto fantástico, incrível química com o público. Atrevo-me a dizer melhor que a segunda actuação da banda em Portugal. O Jared estava feliz da vida e fartou-se de falar.

Feliz da vida estava eu por conseguir VER o Shannon. A bateria estava num estrado muito acima do habitual e durante 4 canções, tive-o debaixo de olho, até os empurrões começarem e ser arrastada mais para a esquerda.Eis a única foto possível.



Como seria de esperar, a sua batida foi sentida de muito perto por estar de frente ao sistema de som. Quase desintegrei quando se ouviu "Oh Fortuna". Graças aos santinhos tinha à mão os auscultadores do mp3 que permitiram desfrutar o concerto ao máximo. Tomo a tocar é incendiário, então com as orelhas de coelho estava mesmo a matar! Adoro como o cabelo faz parte da sua actuação.


A pedido do Shannon, Jared requisitou espaço no fosso para fazer a "dance of speed", moshe circular que, curiosamente, não causou tantos empurrões como no momento em que Jared decide "voar" para o público e fazer o característico Crowd Surfing, aliás proibido naquela sala de espectáculos.


O grito desesperado "EDGE OF THE EARTH" é meu! E quase resultou, caneco! O gajo ainda tocou 2 versos que me deixaram á beira da histeria, mas optou por tocar "Echelon". Ele está quase a ser quebrado, mais pressão e toca "Edge of the Earth" como se não houvesse amanhã!



A energia do público e da banda nota-se perfeitamente nos vídeos. Maravilhosa a participação do público a cantar "the Kill" em versão acústica para depois arrancar em versão eléctrica (e como!). Foi tocado um tema novo "Pressure", pelo que sei, apenas é tocado ao vivo.

Desta vez não consegui as pulseira de acesso à sessão de autógrafos, a rapariga ao meu lado ficou com a última, mas tive oportunidade de usufruir da companhia dos rapazes no estacionamento. Dezenas de pessoas esperaram cá fora e é incrível a quantidade de tempo que eles estiveram com os fãs, ora a assinar, posar para fotos, ora simplesmente falar. Até o baixista provisório, Tim, veio cá para fora assinar.

Os irmãos Leto brincaram com a situação.

"Hey, Tim is out! Who let him out?!"
"Don't know and has a pen and everything
!"


Por razões que escapam o meu consciente, não aproveitei esta ocasião, apenas fiquei cá atrás a desfrutar a vista (aqueles olhos mel do Shannon dão cabo de mim)e confraternizar com os restantes fãs. Consegui abeirar-me do Shannon e entregar-lhe as fotos do Coliseu que o Jared tanto gostou. Tinha a porra de uma mala gigante á frente e não conseguia chegar junto da barreira. Com medo que o Shannon se fosse embora (nada mais errado, ficou cerca de 40 minutos, gritei "HEYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!" e entreguei-lhe o envelope azul que se vê na foto. Ele olhou para mim como se fosse uma extra terrestre com anfetaminas pois falei a 100 a hora, tal era a ansiedade.

Obviamente, sofro de falta de capacidades sociais. PIOR, sou uma IDIOTA!

Na véspera do concerto, a caminho de Carlton Hill com o meu amigo Dean, dou de caras com o Jared Leto que vinha da mesma colina. Olhei-o fixamente e até soltei um "ah!", ele lançou o olhar "sim?!", mas enquanto as minhas lentas células cerebrais congeminavam: "Pera, será que apontei, seria mau aspecto. É melhor não abordá-lo assim à bruta dá ar de perseguidora...", o gajo foi-se embora, calmamente, colina abaixo com as mãos nos bolsos.

O Dean olha para mim, surpreso:
"Hey, that was Jared Leto, the actor!"
A minha resposta em penosa frustação
"I KNOW! That's also the singer of the band I came here to see!!!!!"

Só nessa altura fez-se PLIM na minha cabeça (demasiado tarde, acrescente-se) e lembrei-me que tinha na mochila as fotos para ele. Tinha o estúpido envelope 20x30que tanto estorvo causou dentro da mala durante a viagem, com as mesmas fotos que foram a causa para ele me pedir o email no caso de querer cópias, e o que é que faço?!

Congelo à sua frente, enquanto o gajo se vai embora!

O Dean aconselhou-me a ir atrás dele, e por momentos, imaginei-me a correr colina abaixo atrás do Jared, agitando um enorme envelope azul no ar, mas pareceu-me tão patético que desisti. Podia culpar o jetlag e o facto de ter pernoitado no aeroporto de Londres, mas...sejamos honestos.

SOU UMA IDIOTA!!
Ou então, aqueles enormes e enebriantes olhos azuis do Jared são raios congelantes destinados a imobilizar fãs chatas! HAHAHAAHHAHAHAH
Quando mandei um sms à Ana Ruth para contar o que aconteceu, ela respondeu (e bem!)

"Faltou aí o meu RÁPIDO raciocínio!"

Nem vou contar a história de como fui a única fã no exterior no concerto de Londres porque cheguei demasiado tarde para aproveitar a oportunidade de uma portuguesa que veio ao concerto com um bilhete a mais. Maldito tempo perdido á procura da Temple Church que estava fechada quando finalmente a encontrei! ARGHHHHHHHHHHHH!

As fotos que tirei não estão tão boas como as de Lisboa, mas tendo em conta que os meus pés não estavam no chão, os meus braços estavam presos dos lados e, volta e meia era empurrada, é um pequeno milagre ter conseguido fotos decentes. Bendita redução de vibração da lente. Foi igualmente um milagre não ter sido apanhada com a máquina pois houve revista e máquina de leitura de metais! Fiz uso da Força tal como o Obi Wan Kenobi "Let her go, there's nothing suspicious in this bag". Uff.





Wednesday, May 07, 2008

Operation : 3 DAYS TO 30 SECONDS

Ou COMO PASSEI CINCO DIAS A LAUREAR A PEVIDE EM EDINBURGO e LONDRES À CONTA DOS 30 SECONDS TO MARS! 

Há anos planeava mais um regresso à Escócia, ao receber a confirmação que a banda tocava lá, e sabendo da promoção da Easy jet, fui logo para as reservas. Voilá!
Cinco dias de errante loucura, com destino a Edinburgh (AYE!) e Londres. Operation: 3 days to 30 seconds está em curso. Horas e horas e seca em aeroportos e filas de espera, refeições em movimento, muitos quilómetros percorridos, pés de chinelo na pendura, momentos bizarros em hostels com demasiadas camaratas.

DON'T YOU JUST LOVE ROCK N' ROLL?!















Monday, March 12, 2007

ARROZ DOCE e outras sobremesas suíças

ou... Missíon Éclair
(que é como quem diz "Missão Relâmpago"




Como Começou...

From: "Dário”
To: "ruth”
Date: Sat, 3 Mar 2007 12:08:52

Oi gaja!
3a feira vou ver o Damien Rice em Lyon... keres vir? :)
D

On 04/03/07, ruth wrote:

já esta terça? há bilhetes? um bocado apertado, mas vou ver o preço das viagens. Onde ficas?

bjos rute

From: "Dário”
To: "ruth“
Date: Sun, 4 Mar 2007 17:49:53 +0100

Sim, e tenho um para ti!
Eu volto para Genebra, está a 1h e meia de minha casa!

On 05/03/07, ruth wrote:

Dário José...dário josé

(Tu matas-me!...e ainda me deixas mais pobre)

É assim, estive a ver na easy jet e apenas há voos para genebra (nada para lyon). Isso pressupunha que me viesses buscar porque de genebra não sei nada
(a não ser que fica na suíça). O voo de volta é às 17, dava para conhecer um
pouco de genebra, mas eu tinha de ficar contigo.

Esta brincadeira custaria 200 euros, o que é puxado (especialmente para os
pobres que pagam renda) mas, como sou maluquinha e, em princípio, tu
podes acompanhar-me e ceder a dormida e a boleia, estou inclinada para o sim
MAS...isto tem de ficar bem combinadinho.

Depois é esperar que o damien rice dê um concerto do car*lh*to porque vai custar caro!!!!!!

Dá-me o teu número e logo se vê se perco o tino ou não...
Bjos
Rute
p.s - seu satanás! lol😄

From: Dário

Date Mon 3/5/2007 11:54 AM
To: ruth

 Ola gaja,

Então é assim:
- podes ficar lá em casa não há crise (desde que tragas pasteis e
essas cenas da tugalandia).
- de Genebra a Lyon vamos de popó... saimos daqui às 6 da tarde e
estamos la quando começa o concerto. voltamos depois do show, o que
deve ser por volta da meia noite, 1 da manha...
- podes passar o dia em Genebra ou ficar um ou dois dias mais (OK, até
6a pois depois vou bazar...)
- dormida, boleia e visita guiada a Genebra, está incluído,
- se encontrares outro/a maluco/a e quiseres trazer, também não há
crise, há espaço para mais pessoal.
- o voo de Lisboa tem de ser pela manha (sai às 8/9h da manhã),
posso-te ir buscar ao aeroporto e deixo-te em casa com as chaves.
encontramo-nos depois para bazar para o concerto.


Ke te parece?
Jcs,
D

COMO CORREU...








Sunday, October 08, 2006

PARIS JE T'AIME

2 a 6 de Outubro 2006




Este é o título de um filme que reúne um conjunto de curtas metragens de conhecidos realizadores e é igualmente o estado de alma ao visitar a cidade luz depois de um overload de beleza arquitectónica de Paris.










Aqui fica um preview do MEU filme.



Paris

Thursday, August 17, 2006

PRONÚNCIA DO NORTE PARTE II (Trás-os-Montes, Guimarães)

Podia fazer isto ao estilo de José Hermano Saraiva, blá blá blá, yadda yadda, mas para isso é que servem os "Videologs" e os postalitos que mandamos para os amigos...







Monday, July 17, 2006

PRONÚNCIA DO NORTE (Porto, Viana do Castelo)



Entre Lisboa e Viana do Castelo estão dezenas de cidades, uma delas o Porto. Foi esse o meu destino antes de visitar o João em Viana do Castelo, aproveitando o convite feito em 2003 quando, feitos malucos, fomos a Espanha para ver Placebo ao vivo. A viagem para o Porto foi calma, as horas que antecederam a viagem, nem por isso. Uma directa de caixão para a cova, com o cartaz para colocar online e o computador a funcionar a 1km por hora (literalmente).





Com apenas 10 horas para ver o melhor do Porto, não tendo ideia o que visitar ou como lá chegar, meti-me na primeira loja que encontrei e perguntei: “Como é que vou para a baixa?”

“Desce a Av. dos Aliados e vira à esquerda”, foi a resposta. Fiquei com o olhar suspenso na mulher para ver se percebia que eu não fazia ideia onde raio era a Av. dos Aliados. Se ela pensasse melhor chegaria à conclusão que... se soubesse não perguntava, certo?

Conselho sábio para quem viaja sem um itinerário. Metam-se no primeiro centro de turismo, arranjem um mapa e brochuras que para a frente é o caminho. Neste caso para baixo. Isto quando as folhas com sugestões de percursos que pedimos à Maggie para imprimir, estão um nadinha descoloradas e com páginas em falta...

A pousada da juventude onde passei a noite era um mimo, na Foz com vista para o rio, mas devia de rever a política de check in às 18h. Hello?! Nada que eu e a minha mala Sport Billy não resolvêssemos. Tal como Super Homem em busca de uma cabina telefónica para desvendar a sua entidade de super herói, a comum mortal Rute entra na casa de banho pública e num ápice desvenda o seu alter eu: Super Traveling Ruth. Soa bem.



A última vez que estive no Porto, a cidade era lúgubre, não havia metro, nem nada de interessante para a além da Ponte D. Luís. Quinze anos depois, o Porto é património mundial, o metro de superfície é uma realidade e percebo que tinha estado em Vila Nova de Gaia e não no centro da cidade invicta que é muito bonita. Usando a palavra descrita nas brochuras: “cidade romântica”. E é mesmo, pela contagem de casais no marmelanço que vi no mosteiro à entrada de Vila Nova de Gaia.

Andei, andei, andei...( da Foz até ao Cais da Ribeira) subi a Macieirinha (sítio muito manhoso) até ao Palácio de Cristal, ascendi até à Torre dos Clérigos e durante todo este tempo interrogava-me: “Onde raio está a ponte D. Luís?!!?” É que nem no topo da Torre dos Clérigos se via a ponte... A resposta surgiu depois de passar pela Sé e a Muralha Fernandina. Ali estava ela, a ponte construída por Gustave Eiffel, o mesmo da Torre com o mesmo sobrenome.

Do cimo da colina até cá abaixo, valeu-me o elevador modernaço que parecia despenhar-se a qualquer momento.Nem precisei comprar bilhete, uma simpática senhora espanhola deu-me o seu bilhete, e lá fui eu para o cais da Ribeira. Ainda estava com ganas de visitar o Palácio da Bolsa, mas assim que bateram as 7h já estava no cimo da colina. Ufa

Bem-Vindos a Viana do Castelo, a terra das mil cruzes e cruzetas


Às 8 da matina já estava no comboio para Viana do Castelo e às 10.30, subia os trezentos e muitos degraus até ao cimo de Santa Luzia. No início do “escadório” está a seguinte inscrição: “Meu Deus, ajudai-me a subir”...Com aqueles degraus todos, a ajuda divina vem a propósito...


Felizmente a Super Travelling Ruth é tal e qual os escuteiros ao seguir o lema “Estar sempre preparado”. Se dependesse do jovem cicerone João, ficaria na estação de comboio até às 9 da noite, uma vez que o nosso jovem amigo percebeu que chegaria às 9 da noite e não da manhã!

Esta juventude...

Quando me vieram buscar já tinha corrido metade das igrejas, fortalezas, baixa, jardins e até centro comercial. E ainda saí à noite com os amigos do João, a sítio porreiro chamado Cruzinha.

Porquê esse nome?...

Viana do Castelo tem, com excepção do Vaticano, a maior concentração de igrejas e cruzes, espalhadas por todo o lado. Fui informada que tal facto se deve à proximidade com Santiago de Compustela e as cruzes representam calvários.





No Sábado enquanto o jovem João dormia, a Super Travelling Ruth, divertia-se na praia, fotografando ou comendo cerejas do tamanho de ameixas. Depois... bem, depois veio a ideia da fogueira na praia, à noite. Aqui estão duas palavras que não ligam comigo: praia e noite, mas no espirito da aventura lá fui com a promessa que no Domingo, de dia, voltaríamos à Cruzinha onde se podia vislumbrar Espanha.

Infelizmente, a juventude preferiu dormir em vez de laurear a pevide. Mas, nem tudo estava perdido...ou melhor Perdidos, a série estava quase a começar. Foi então que aconteceu o impensável. Da boca do João que acordou (leia-se foi acordado) à hora do almoço, saiu a frase: “É só uma série de televisão! Não vamos ficar a ver.”

COMO ASSIM?!!? NÃO VAMOS FICAR A VER. ESTÁS PARVO OU QUÊ?! EU ESGANO-TE AQUI MESMO!

Apesar das letras garrafais, isto foi o que pensei e não o que disse. Porque:

a)estava combinado ir à Cruzinha e, em tempo de férias, a tv não está acima itinerários turísticos (mesmo que seja a série “Perdidos”!)

b)A mãe do João era a minha boleia e não seria de bom tom, esganar o seu filho.

c)O episódio repetia da terça.

Moral da história: Nunca confiar na juventude e sempre – SEMPRE– verificar alternativas de transporte para fugir ao terrível síndroma de domingo:(not) dolce faire niente que se abateu na cidade de Moledo do Minho.

A caminho de Lisboa, a Super Travelling Ruth pensava: “We will always have friday!”



"Pronúncia do Norte" em Fotos