backpacking my way through...

Friday, May 31, 2002

2002 LONDON (U.K)

ASPECTOS IMPORTANTES A RETER NESTA AVENTURA LONDRINA

1. Não voem com a TAP a não ser que seja estritamente necessário. Eu tinha razão em desconfiar de uma companhia aérea que serve talheres de plástico....

2. A sinalização na estrada a dizer “look right ------»”, “«------ look left” salva vidas. Já se sabe que os brits andam ao contrário e as lições de “olha sempre para a direita primeiro” que nos disseram qdo pequenos, não se aplicam aqui. Nas terras de sua Majestade, se olham para a direita numa curva isso pode custar alguns ossos partidos e contusões várias

3. Nunca demostrem que não sabem como se atravessa a estrada para o outro lado. Se alguém vos oferecer ajuda, recusem, senão vão ter de o aturar durante todo o caminho de casa e dar a ideia (errada) que esse gesto quer dizer que numa possibilidade mais que provável “eu vou comer a/o gaja/o assim que a/o levar a casa”. Na volta sou só eu que acho que acompanhar uma pessoa a casa é apenas um gesto cordial quando a alternativa seria “Get the fuck away from me you wanker twat”.

4. Aceitem que têm de ir pelas passagens subterrâneas para atravessar a estrada. Aceitem igualmente que, o metro de Londres é atrofiante, clastrofóbico e é no centro da terra (num andar acima do purgatório)

5. O que é anormal nos hostels do resto do Mundo, é normal nos hostels londrinos. Sim, é normal haver quartos mistos, com beliches de 2 metros sem escadas, sem cacifos para por os nossos valores. O andar de baixo ser o 5º e o de cima o 1 e, la piece de la resistence, é perfeitamente normal, em 5 andares e 260 quartos, haver apenas 8 toilets 8 (metro por metro e meio) com lavatório e 5 com Sabão (essa coisa rara). Também é normal os duches serem separados das casas de banho. Portanto, quem está no quarto com 4 beliches mistos, tem de agarrar nas traquitanas, ir ao andar de baixo para largar os liquidos habituais , lavar a cara dentes etc, pegar nas traquitanas de novo e ir para a outra ala tomar duche (sp com as traquitanas atrás, claro está. É igualmente normal, as pessoas darem as suas chaves em troca de pratos e outros utensílios da cozinha e utilizarem papel higiénico para lavar secar as mãos, os pratos e limpar a bancada. Fantástico.

6. A cozinha é o melhor local para conhecer pessoas.

7. O facto de estarmos numa cidade onde se fala inglês, não implica que os seus habitantes falem a língua...

8. Londres é poluída, tem smog, contudo só nos apercebemos disso quando assoamos o nariz e sai algo preto.

9. Existem guindastes e andaimes por toda a cidade e perduram por lá, durante anos e anos. Desistam de tirar uma foto estilo panorâmica, ficará sempre com 3 ou 4 guindastes na foto.


Tenho a agradável sensação de ter voltado mais culta de Londres só pela quantidade de museus visitados. Um total de 9. Graças aos deuses os museus têm uma coisa chamada “late view” - os museus fecham às 21h em certo dia. Vocês sabiam que as moscas vomitam a comida antes de a comerem?! E sabiam que o Lord Essex (mais conhecido pela interpretação de Joseph Fiennes (hummm) em Elizabeth foi decapitado na Torre de Londres, apesar da rainha Elizabeth (mais conhecida pela interpretação de Cate Blanchet) não ter conhecimento. E vocês sabiam que Freud passou o seu último ano de vida em Hampstead?! Ah pois...Não sabiam. Mas sei eu!

10. A maior parte dos museus são grátis a partir de uma certa hora e deixam tirar fotos à vontade. Ironicamente, as igrejas são pagas (e bem) e não deixam tirar qualquer tipo de fotografia





For the International crew...

Friends of all continents – ok, just Europe and North America lol

I came from London with this incredible feeling of knowledge due to the large quantity of museums I visited and also the idea that London’s Hostels are ...weird. The photos will be the visual report of my whereabouts but before that:

Here’s some important aspects to consider from the London Adventure

1. Do not fly with TAP unless is strictly necessary. I was right to suspect a flying company that serves in plastic forks and knives.

2. The signalling on the road saying “look right ------»".."«------ look left" saves lives. We already know the brits drive on a different side and the lessons we took in school about pedestrian rules do not apply here. In her Majesty’s land, if you look right when you cross the road it can cost you several bruises and broken bones.

3. Never let people know you have no idea how to cross the street to the other side. If someone offers help - refuse, or else you have to put up with this person during your walk home and give him (its usually a him) the (wrong) impression that the polite gesture of letting this guy keeps us company means he has a chance to make out or some other libidinous activity when otherwise, the alternative would be : “Get the fuck away from me you wanker twat”.

4. Accept the idea you have to go through underground passages to cross to the other side of the road. Also accept the fact London’s underground is constricted, claustrophobic (hence the name Tube) and in the centre of the earth, just above Purgatory

5. What’s odd in hostels all over the world, is normal in London’s hostels. Yes, it’s normal to have coed room with 2meter bunk beds with no ladder, and no lockers to put your stuff. Top floor its the 1st, and ground floor is the 5th. And – this is something else – in 5 floors with 266 rooms, its normal to have 8 toilets with lavatory and only 5 with soap (that rare hygienic product) Its also normal, the showers being separated from the toilets. So, if you’re in a room with 4 coed bunk beds, you have to grab your stuff, go all the way to the lower floor to use the toilet and then go to the other isle to take a shower. But that’s not all, its also normal to give your keys to the front desk in exchange for plates and cutlery and use toilet paper to dry hand and plates – fantastic!

6. The kitchen is the best place to meet people

7.Just because we’re in a English spoken country does not mean that Londoners speak English

8. London is polluted, has smog, but we only realized it when we blow your nose and something black comes off

9.There are cranes all over the city that have stayed there for over a year. Its useless to take landscape or skyline photos of London, you’ll have at least 4 cranes on your shot

10. Most museums are free and they let you take photos. Ironically, churches are charged (and how) and they don’t let you take any photos, not even without flash

Looks like I chose a good week to visit London. It was the Queen’s Jubilee and most museums and palaces were ALL free. I have this pleasant feeling of deep knowledge for the number of museums I visited. A total of 9. Thank God for something called “late view” – the museums closed at 9pm at a certain day. Did you guys know that flies throw up their food before they eat it?! Did you know Lord Essex (portrait by Joseph Fiennes in the film “Elizabeth”) was decapitated for treason, in the Tower Of London (where else) without Queen Elizabeth’s knowledge. And did you know Freud spend the last year of his life in Hampstead?! Bet you didn’t know that!

Thursday, May 30, 2002

OPERATION: LONDON Day#5

House Guard Parade at Whitehall

Finalmente pude assistir ao Changing of the Guard. A primeira tentativa saiu frustada quando deparei com um “mar” de gente à porta do Buckingham Palace. Levei algum tempo a perceber que Trooping the Colour e Changing of the Guard eram dois protocolos diferentes. Continuo a achar uma “mariquice” e perda de dinheiro dos contribuintes, ter uma cerimónia de mudança da Guarda da Rainha que demora cerca que uma hora e vai desde The House Guard Parade ( o nome diz tudo...) até ao Buckingham Palace. Optei por começar pela cerimónia de onde saem os guardas com os cavalos e segui-los até aos portões do Palácio a abarrotar de turistas e curiosos que não queriam perder pitada. É uma cerimónia interessante mas uma hora de mariquices protocolares e marchas com coches, cavalos, guardas, tiro de canhão à mistura parece demasiado pomposo mas...a realeza tem destas coisas.

St James Park
Buckingham Palace - Changing of the Guard 11.30h
Museum of Natural History “ Turbulent Landscapes”

Antes de seguir para o Museu de História Natural, para ver a Galeria “Life”, fiquei no St James Park a fotografar pássaros, Pelicanos incluídos...

Já no Museu, apenas tive tempo de ver a exposição dos Insectos – cute! - passar de corrida pela ala pré histórica, vislumbrar a sequóia de centenas de anos, dizer olá ao esqueleto de dinossauro logo à entrada, antes de ver a espectacular exposição “Turbulent Landscapes” que se pode descrever como versões mini de catástrofes naturais. Para variar, cheguei atrasada ao teatro mas o porteiro deixou-me entrar. Ainda perguntei se podia ver o espectáculo com lente teleobjectiva ao qual obtive a óbvia resposta. “No.” e ainda a graçola, “Don’t worry, you’ll still be able to see Matt Damon’s zits from where you are sitting”.

Ah. Ah. Engraçadinho. A última fila do cozy and beautiful Garrick era relativamente perto do palco, não vislumbrei nenhuma borbulha em qualquer um dos actores em palco mas, testemunhei a primeira interpretação de relevo do Casey Affleck (que sempre detestei) e uma peça cómica genial

“This is Our Youth” at Garrick Theatre


Portrait Gallery
Picadilly Circus

Os últimos esforços para ver Londres em todo o seu esplendor, no meu último dia, levou-me até à Portrait Gallery (adorei) e um passeio a pé até à Picadilly Circus. Não percebo porque publicitam o West End como o melhor sítio para passear – não acho a mínima piada. Talvez à noite...next time...









Wednesday, May 29, 2002

OPERATION:LONDON: Day#4

Hampstead Walk

Freud Museum

Hampstead, a norte de Londres, foi o destino escolhido para passear fora da cidade. Assim que saí no metro e pus o pé no total desconhecido - surpresa, surpresa! Perdi-me. Não é hilariante a maneira como me desvio cada vez mais do destino correcto, quando tenho UM MAPA! ?!?! Uma volta pela simpática vila e uns quantos quilómetros na direcção errada depois, consigo encontrar o autocarro com destino à casa onde Freud viveu nos últimos anos da sua vida. Azar o meu, só abria depois do almoço. Óptima oportunidade para pôr a escrita ‘postaleira’ em dia.
Curiosamente, o senhor que estava na bilheteira era português e ficou satisfeito por ver uma compatriota. Eu fiquei satisfeita com a visita, o número 20 da FitzJohn’s Av. é tão acolhedor e caseiro que dá vontade de nos estender-mos no divã e fazer figas para ter um sonho digno da psico-análise do senhor Freud itself.

Hampstead Heath

Parece incompreensível que alguém com crónica falta de direcção como myself se tenha aventura pelo Hamspeath Heath, mas tinha lido coisas maravilhosas daquele enorme “pulmão verde”. Aliás, verde foi SÓ o que vi porque, do sítio onde entrei (East Heath Road) só vi VERDE. Nada de pessoas, animais, lagos ou nada, só, extensos metros de relva. Ao fim de 10 minutos embrenhada no deserto verde, vislumbrei um banco e senti que estava salva. Não estou a brincar quando confesso que cantei “The hills are Alive with the Sound of Music” até ao cimo da colina onde estava o banco, tal era a demência de perceber que estava perdida num mar verde. Minutos depois encontrei uma alminha caridosa que balbuciou haver um autocarro até à Kenwood House. Uff. A caminho da paragem, os prometidos lagos com os patinhos. Assim, sim...

Kenwood House
Natural History Museum
Victoria § Albert Museum


Houve muito pouco tempo para estar na propriedade à volta da Kenwood House (diz-se ‘Cainewood’, não admira que ninguém sabia o que raio estava a falar quando perguntava direcções...). I was a girl on a mission. E, a missão, era correr de volta para Londres a tempo de ver mais um “pouco” do Natural History Museum e passar por “the mother of all museums”: V&A.
Custa acreditar na impressionante, diversa, rica, possante colecção dentro daquele museu que mais parece um Mundo ou, na melhor das hipóteses, o mais interessante cenário fotográfico. Há falta de melhor para fazer, diverti-me imenso a fazer auto retratos na casa de banho do Museu. Caramba, até as casas de banho são fabulosas...




Tuesday, May 28, 2002

OPERATION: LONDON Day #3

(I think) I'M STILL ALIVE!

St Paul’s Church
Tower Bridge (ext)
St Katherine’s Dock
Greenwich Tour Walk
Cutty Sark


O tempo estava horroroso, com uma chuva miudinha chata e uma igualmente irritante neblina porém, assim que entrei na Catedral de St. Paul o meu queixo caiu e entrei em dazzled mode. Os degraus de acesso às galerias com vista para a cidade eram intermináveis mas davam acesso a uma vista fabulosa. Seguiu-se uma caminhada a pé até às Docklands com direito a passagem pela Tower Bridge (WOW) e uma tentativa falhada de hang out na zona das Docas porque começou a chover. Não era a melhor altura para partir para Greenwhich mas, what the hell... se estivesse à espera que o sol despontasse das cinzentas nuvens londrinas, ganharia raízes.

Sorte a minha, o sol despontou assim que cheguei a Greenwhich, via DLR . Assim que saí do Information Center com uma exposição interessantíssima sobre a presença da realeza em Greenwhich – Queen Elizabeth’s favourite place, fui que nem uma seta para a Painted Hall e Chapel - GRÁTIS! - dizia o folheto. Como é possível haver acesso gratuito a tantos museus e sítios interessantes, BEATS ME mas BY GOD, eu aproveitaria cada um deles. Infelizmente não deu visitar o Old Royal Observatory que fechava às 17h, após uma subida de 90º (pr’ái) apenas pude pisar o meridiano de Greenwhich aos portões do Antigo Planetário e perseguir esquilos e pombos com a máquina fotográfica. Há algo de muito fotogénico nos esquilos...

Royal Navy College – Painted Hall and Chapel


Old Royal Observatory / Greenwich Meridian
Convent Garden Walk


Das duas uma, ou estou viva com imensas dores em todas as partes do meu corpo - incluindo as pontas dos dedos, ou...estou morta e no purgatório. Acho que nunca andei tanto na minha vida. Pois foi, Hyde Park, Picadilly Circus,Greenwich. Acabei de chegar do West End a zona dos teatros, onde estive uma hora a espera de conseguir bilhete para "This is Our Youth" e claro está, não fui bem sucedida, mas consegui uma matiné! Mesmo a tempo, visto que o Matt Damon vai de frosques.

O sr. arquitecto que ajudou a construir metade das capelas de Londres
depois do Grande Incêndio (séc. XVII) é um ‘sinhor’ carago!!! Uma salva de palmas para Christopher Wren. Responsável pelas 500 escadas na Catedral de St. Paul que valem cada degrau.




Monday, May 27, 2002

OPERATION:LONDON Day #2

THE LONGEST DAY...

WESTMINSTER WALK



Houses of Parliament / Big Ben
Westminster’s Abbey
Cenotaph /10 Downing St
Trafalgar Sq
National Gallery
Hugerford Foot Bridge
Dali Universe at County Hall
London Eye / Julibee Gardens


Dia dedicado à zona de WHITEHALL. Visitar a Abadia de Westminster é bastante frustrante devido á política “No Photography” no meio de toda aquela opulência estética. Felizmente os claustros estão livres da proibição. Segui por Whitehall (uma espreitadela ao ‘good ol’’ Big Ben e o Parlamento) até Trafalgar Square que, pelo que percebi, está constantemente em obras.

Mais filmagens.

Passei 2h30m na National Gallery (lindo), percorri a ponte de peões (Hugerford) até ao famoso London Eye. Aquilo pareceu-me muito alto, com fila muito extensa, por isso desisti e em alternativa, fui a uma fantástica exposição do Dali no County Hall. Um telefonema rápido para a Warner para confirmar o meu bilhete e acreditação fotográfica para o concerto. Estava tudo ok, mas quando cheguei ao concerto, aconteceu aquilo que eu temia.

Royal Albert Hall – Jewel in Concert

As coisas começaram a dar uma curva para o torto quando ninguém tinha o meu bilhete. Apenas tinha um passe para as fotos e depois era expulsa, mas eis senão quando (nunca mais na vida direi que não tenho sorte), um senhor que estava na primeira fila deu-me um bilhete na FILA DA FRENTE DO ROYAL ALBERT HALL em troca das fotos que tirasse.


Nota para o Nuno:

A Jewel fez um esforço e, de facto, tocou guitarra e deu um espectáculo e pêras. Ainda por cima vinha toda curvilínea com umas botas acima do joelho e uma micro mini saia.
"Não sei se sabem, mas caí do cavalo e não posso tocar, o que parece estranho. Juntei-me à Kyle Minogue para ela me ensinar uns passos de dança. Infelizmente, não tenho os movimentos dela"
disse a nossa menina Jewel. "Hey, you sing a lot better than her!" -gritou alguém do fundo da sala.


AMEN!







Sunday, May 26, 2002

OPERATION: LONDON Day #1

Parece que escolhi uma boa semana para ir a Londres. É o jubileu de ouro da Rainha e os museus, alguns palácios são TODOS grátis.YES!

Notting Hill – Portobello Road

Este foi o dia escolhido para andar a pé (como todos os dias, mas, este mais do que os outros) e aproveitando o facto de estar a 20m de Notting Hill, comecei por aí. Fui ao balcão das informações do hostel e perguntei se ir até lá a pé era longe. “20 minutes – but its raining” disse. "Will it ever stop?!” – ironizei. Bem, o tempo britânico é deveras estranho, há que esperar tudo e estar pronto para as eventualidades climatéricas. Lá fui para o mercado de Portobello Road – um dos melhores, ouvi dizer, mas o pessoal do mercado só deve começar a montar a banca às 10 pois eram 9.30 e não via viva alma num mercado que era suposto estar cheio. Dei meia volta e segui para os jardins – Kensington e Hyde Park

Kensington Gardens / Hyde Park

As nuvens dissiparam, evidenciando um esplendoroso sol. Existem muitos cães que passeiam no parque, este era um deles. A co-existência entre os patos e os cães não é as melhores visto o resultado ser sempre aquele que se vê na foto. Este cão, era bem mais benevolente que um outro que vi mais à frente que chegou a entrar dentro do Serpentine e perseguir os patos em alta velocidade.
Quem atravessa o Central Park, facilmente atravessa estes dois, mas diga-se de passagem que debaixo de chuva torrencial, é incómodo. Pelo caminho do parque vi filmagens de um filme britânico "Johnhy English" e passei pelo Royal Albert Hall e o memorial mesmo em frente: o Albert Memorial
Museum of Natural History

A parte da tarde seria reservada para os museus por detrás do Royal Albert Hall – Science Museum, Museum of Natural History e o V&A. O Museu de História Natural foi o escolhido e, até agora, é o favorito. Nunca acreditem o que os guias dizem. Se está escrito que demoram 2 e meia para ver o museu – não acreditem. Eu demorei 3h só para ver a galeria “Earth” completa e mais 2 horas para a galeria “Life” incompleta