As primeiras duas semanas em Glasgow, serviram para tratar de toda a burocracia e papelada referente à minha nova cidadania.
Por ordem de importância
1. Instalar-me no St Andrew's College campus
2. Descontar travellers checks
3. Abrir uma conta bancária
4. Inscrever-me no curso
5.Adquirir cartão de biblioteca
ET WRITE HOME
Uma vez instalada não perdi tempo em manter o contacto com Portugal e tornei-me numa writting home machine.Qualquer pretexto servia, um postal disponível na sala de cinema, o bloco que andava comigo para todo o lado, postais comprados na papelaria do St Andrews. O campus tinha serviço postal, a entrega de correio decorria em dois turnos (manhã e tarde) e funcionava ao sábado. Eu era a 2ª pessoa no campus que mais escrevia, a Myrna era a primeira (ela sim, uma recordista do Guiness!).
Conheci o Marco no Verão desse ano, colaborávamos no mesmo jornal, ele era o editor. A empatia foi imediata pois falávamos a mesma língua - Cinema! Meses antes de partir, atormentei-o com o facto de, uma vez no Reino Unido, podia ver, em primeiro lugar, a muito antecipada prequela da Guerra das Estrelas. Na resposta às minhas cartas, deixava sempre um comentário jocoso relativo a esse facto, mas transformou-se no perfeito pen pal. As suas cartas eram SEMPRE um antídoto para a má disposição.
Alguma vez se viu horário melhor? 11h semanais, 4 dias por semana, 3 disciplinas (Public Relations, Information Management e Business English). Comparado com o meu 3º ano na ESCS (cerca de 50 horas semanais, divididas por 12 disciplinas), a Calendonian é uma colónia de férias.
5.Adquirir cartão de biblioteca
6.Comprar passe
O trajecto do st. Andrew's até à Caledonian University implicava uma viagem de 30m de autocarro até ao centro da cidade, o John Corcoran aconselhou-me a ir de comboio até Cowcaddens e aí apanhar o metro (um dos mais claustrofóbicos da história da Europa). Argumentava que assim seria mais rápido. Obviamente, o Corcoran nunca comutou da Amora para Benfica - 1.30h de "deleite rodoviário" autocarro, barco e comboio. Trinta minutos num só autocarro era uma maravilha. Ainda por cima com o número 118 à porta do campus.
ET WRITE HOME
Conheci o Marco no Verão desse ano, colaborávamos no mesmo jornal, ele era o editor. A empatia foi imediata pois falávamos a mesma língua - Cinema! Meses antes de partir, atormentei-o com o facto de, uma vez no Reino Unido, podia ver, em primeiro lugar, a muito antecipada prequela da Guerra das Estrelas. Na resposta às minhas cartas, deixava sempre um comentário jocoso relativo a esse facto, mas transformou-se no perfeito pen pal. As suas cartas eram SEMPRE um antídoto para a má disposição.











