22 a 24 de Março

22 Março
1º Giorno
Dado o cansaço no dia anterior, dormi que nem um bebé e acordei pouco antes das 7 da manhã pronta para o longo dia que incluía concerto de 30 Seconds to Mars. Milão recebia-me com chuva por isso tive de adaptar-me a um programa mais de interior.
Tive alguma dificildade em encontrar a paragem do electrico que ia até à residência familiar Ciao Bella, mas lá me safei. Gostei do ambiente intímo, pois na verdade era uma casa com quartos, onde todos congregavam na cozinha.
Após deixar a mala, segui no metro para o centro histórico. Antes, tentei a sorte para ver o mural da Última Ceia de Da Vinci que está no refeitório da Igreja Santa Maria della Grazzie. Não consegui bilhete, mas li que poderia conseguir reservas de pessoas que não compareciam. A resposta foi NÃO.
Meti-me no metro rumo ao Duomo. Na saída, as escadas entoavam notas de teclas para piano, contudo a exclamação foi para a visão do Duomo ao lado da Galleria Vittorio Emanuele. O terraço do Duomo ficaria para outro dia, tendo em conta a chuva, mas espreitei o intricado trabalho arquitectónico das portas. A visita da manhã concentrou-se na sala de ópera mundialmente conhecida La Scala e no Jardim Sempione.
Pouco depois constatei que não tinha mais espaço no cartão digital e tendo em conta a intenção de fotografar o concerto de 30 Seconds to Mars, fui à procura de uma loja para comprar o cartão SD.
Quis chegar cedo para o local do concerto para ficar perto do fosso, mas nada adiantou, pois ao que parece em Palasharp não existem vaias para formar fila e é "tudo ao molho e fé em Deus". Foi como sair do útero da mãe. Horas de tédio, sem falar com ninguém pois inglês não era o forte dos companheiros de fila, nem o meu italiano era suficiente para manter conversa. Fiquei umas 6 filas atrás, mas a ala do público feminino era tão estridente que eventualmente fui para a bancada. Fiquei impressionada com a banda da primeira parte.
30 Seconds to Mars Palasharp
23 Março
2º Giorno
O meu plano de visita o Lago Como ficou logrado com a intensa chuva, mas assim que as nuvens dissiparam, lá fui eu a correr para o Lago Como. Uma viagem de comboio de 30 minutos a partir de Cadorna e cheguei à estação Como Nord perto das 15h. Com tantas vilas para ver e sem ter uma ideia qual escolher, na estação de ferry boats, olhei para o quadro de partidas e vi que havia um serviço rápido para Lenno. Foi essa a vila da margem esquerda que escolhi. Tinha ideia de uma igreja no top da colina (na verdade, igrejas em colinas é o que não falta nas margem do Lago Como).
O meu maxilar caiu, tal a vista espantosa os raios de sol a incidir na água cristalina do Lago e ainda se via neve no topo das montanhas. Tudo maravilhoso e lindo e a bateria da Nikon acaba. Fiquei para morrer, principalmente porque tinha comprado um novo cartão. Contudo, ainda tinha a compacta Sony Cibershot que foi o que me valeu.
A Nikon estar fora de serviço, foi o 1ºobstáculo, o seguinte foi como encontrar o caminho para a tal igreja. Tinha no meu livro de viagem, algumas sugestões de visita, mas nenhum dos nomes que eu dava, faziam sentido para o senhor da estação. Já o senhor do hotel ajudou um pouco mais, mencionou uma igreja no topo da colina, cujo nome não fixei e qual o caminho seguir. Ainda melhor a paragem e último autocarro para a estação (seria mais barato, pelas 18h40, estando escuro, não valia a pena ir de ferry). Sendo na colina teria uma maravilhosa vista, mas isso implicou subir a pique, com o temporizador a contar 45minutos para subir e descer e com os meus pés já doridos dentro das botas. A sorte é que o percurso tem pequenas capelinhas pelo meio e estava assinalado.
Penso que o percurso até ao Santuario B N Sorccorso é feito para simular o percurso de Cristo até à cruz. Os meus pés sentiram o martírio, mas a vista era maravilhosa e eu pouco tempo para captar tanta beleza. Fotografei a cada metro, fiz vídeo enquanto fazia o percurso, completamente ofegante. No topo percebi o quanto tinha andando, a vila parecia minúscula lá em baixo. Porém, como diz o ditado. Para baixo todos os santos ajudam e corri desalmadamente para a paragem para apanhar o último autocarro. Fui bem sucedida. No regresso de autocarro, vi o lago no lusco fusco, fazendo planos para um dia voltar.
24 Março
3º Giorno
No terceiro e último dia, o sol despontou, sendo o estado metereológico ideal para visitar o Terraço do Duomo de Milão. Entre o interior da catedral e o deleite arquitectónico do terraço, optei pela última, ainda que implicasse subir muito degraus. Valeu cada degrau. Dali via-se os edifício emblemáticos de Milão, o Castelo Sforzesco, a Torre Velasca, e a Galleria Vittorio Emanuele II que é uma galeria comercial, uma das primeiras inaugurada no século XIX, um encanto para os olhos, mas não para as carteiras. O estilo arquitectónico é gótico misturado outros estilo. Tendo em conta cada pormenor intrícado lembra o estilo Manuelino (sem os detalhes náuticos). Como qualquer arquitectura gótica que se preze, tem gárgulas e, no ponto mais alto, a Madonnina (protectora de Milão).
O aeroposto de Milão fica bastante distante do centro de Milão, o percurso mais rápido é de comboio, uns 40min, mas autocarro é um pouco mais barato e acrescenta uns 20min.
Foi esta a escolha.
Nas viagens de low cost como a Easy Jet é permitido uma mala no avião com medidas especificas e tendo em conta a minha empreitada de visitar 3 países para assistir aos concerto de 30 Seconds to Mars na Tour Into the Wild, quis substituir o meu saco de viagem da British Airways (indemnização por dano de bagagem no aeroporto de Glasgow em 98), por um trolley.
Em Roma, fui para o avião com o trolley, uma mala de mão (a mochila com o material fotográfico) e o tripé a tiracolo. Sem problema. Mas no check in no aeroporto de Milão, foi diferente. A sra afirmou que só podia ir com uma mala.
A mala de mão era considerada um 2º volume, insistiu a Sra. Eu podia despachar pelo preço x. Arrumei a mala de material fotográfico no trolley, juntamente com a bolsinha onde tinha a carteira.
Ainda tem 2 volumes, disse apontando para o estojo do tripé.
"Mas, em Roma, não houve problema nenhum, respondi em inglês. "This is Malpensa!" atirou com se fosse uma divisão entre os plebeus e os nobres de Milão
Já com os nervos em franja, tento enfiar o tripé no trolley. Resultado. Parti o tripé e ainda assim não cabia. Fui obrigada a despachar o trolley por 22€ com o tripé mas sem a mochila do material fotográfico. Se olhar fulminante matasse, a sra do check caíria dura no chão.





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