backpacking my way through...

Monday, March 22, 2010

ITALIA TI AMO - MILANO

MILANO, Italia
22 a 24 de Março





22 Março
1º Giorno

Dado o cansaço no dia anterior, dormi que nem um bebé e acordei pouco antes das 7 da manhã pronta para o longo dia  que incluía concerto de 30 Seconds to Mars. Milão recebia-me com chuva por isso tive de adaptar-me a um programa mais de interior. 

Tive alguma dificildade em encontrar a paragem do electrico que ia até à residência familiar Ciao Bella, mas lá me safei. Gostei do ambiente intímo, pois na verdade era uma casa com quartos, onde todos congregavam na cozinha. 

Após deixar a mala, segui no metro para o centro histórico. Antes, tentei a sorte para ver o mural da Última Ceia de Da Vinci que está no refeitório da Igreja Santa Maria della Grazzie. Não consegui bilhete, mas li que poderia conseguir reservas de pessoas que não compareciam. A resposta foi NÃO. 

Meti-me no metro rumo ao Duomo. Na saída,  as escadas entoavam notas de teclas para piano, contudo a exclamação foi para a visão do Duomo ao lado da Galleria Vittorio Emanuele. O terraço do Duomo ficaria para outro dia, tendo em conta a chuva, mas espreitei o intricado trabalho arquitectónico das portas. A visita da manhã concentrou-se na sala de ópera mundialmente conhecida La Scala e no Jardim Sempione. 

Pouco depois constatei que não tinha mais espaço no cartão digital e tendo em conta a intenção de fotografar o concerto de 30 Seconds to Mars, fui à procura de uma loja para comprar o cartão SD.


Quis chegar cedo para o local do concerto para ficar perto do fosso, mas nada adiantou, pois ao que parece em Palasharp não existem vaias para formar fila e é "tudo ao molho e fé em Deus". Foi como sair do útero da mãe. Horas de tédio, sem falar com ninguém pois inglês não era o forte dos companheiros de fila, nem o meu italiano era suficiente para manter conversa. Fiquei umas 6 filas atrás, mas a ala do público feminino era tão estridente que eventualmente fui para a bancada. Fiquei impressionada com a banda da primeira parte.

30 Seconds to Mars Palasharp

  

23 Março
2º Giorno

O meu plano de visita o Lago Como ficou logrado com a intensa chuva, mas assim que as nuvens dissiparam, lá fui eu a correr para o Lago Como. Uma viagem de comboio de 30 minutos a partir de Cadorna e cheguei à estação Como Nord perto das 15h. Com tantas vilas para ver e sem ter uma ideia qual escolher, n
a estação de ferry boats, olhei para o quadro de partidas e vi que havia um serviço rápido para Lenno. Foi essa a vila da margem esquerda que escolhi. Tinha ideia de uma igreja no top da colina (na verdade, igrejas em colinas é o que não falta nas margem do Lago Como).

O meu maxilar caiu, tal a vista espantosa os raios de sol a incidir na água cristalina do Lago e ainda se via neve no topo das montanhas. Tudo maravilhoso e lindo e a bateria da Nikon acaba. Fiquei para morrer, principalmente porque tinha comprado um novo cartão. Contudo, ainda tinha a compacta Sony Cibershot que foi o que me valeu.


A Nikon estar fora de serviço, foi o 1ºobstáculo, o seguinte foi como encontrar o caminho para a tal igreja. Tinha no meu livro de viagem, algumas sugestões de visita, mas nenhum dos nomes que eu dava, faziam sentido para o senhor da estação. Já o senhor do hotel ajudou um pouco mais, mencionou uma igreja no topo da colina, cujo nome não fixei e qual o caminho seguir. Ainda melhor a paragem e último autocarro para a estação (seria mais barato, pelas 18h40, estando escuro, não valia a pena ir de ferry). Sendo na colina teria uma maravilhosa vista, mas isso implicou subir a pique, com o temporizador a contar 45minutos para subir e descer e com os meus pés já doridos dentro das botas. A sorte é que o percurso tem pequenas capelinhas pelo meio e estava assinalado.


Penso que o percurso até ao Santuario B N Sorccorso é feito para simular o percurso de Cristo até à cruz. Os meus pés sentiram o martírio, mas a vista era maravilhosa e eu pouco tempo para captar tanta beleza. Fotografei a cada metro, fiz vídeo enquanto fazia o percurso, completamente ofegante. No topo percebi o quanto tinha andando, a vila parecia minúscula lá em baixo. Porém, como diz o ditado. Para baixo todos os santos ajudam e corri desalmadamente para a paragem para apanhar o último autocarro. Fui bem sucedida. No regresso de autocarro, vi o lago no lusco fusco, fazendo planos para um dia voltar.


24 Março
3º Giorno

No terceiro e último dia, o sol despontou, sendo o estado metereológico ideal para visitar o Terraço do Duomo de Milão. Entre o interior da catedral e o deleite arquitectónico do terraço, optei pela última, ainda que implicasse subir muito degraus. Valeu cada degrau. Dali via-se os edifício emblemáticos de Milão, o Castelo Sforzesco, a Torre Velasca, e a Galleria Vittorio Emanuele II que é uma galeria comercial, uma das primeiras inaugurada no século XIX, um encanto para os olhos, mas não para as carteiras. O estilo arquitectónico é gótico misturado outros estilo. Tendo em conta cada pormenor intrícado lembra o estilo Manuelino (sem os detalhes náuticos). Como qualquer arquitectura gótica que se preze, tem gárgulas e, no ponto mais alto, a Madonnina (protectora de Milão).


THIS IS MALPENSA!

O aeroposto de Milão fica bastante distante do centro de Milão, o percurso mais rápido é de comboio, uns 40min, mas autocarro é um pouco mais barato e acrescenta uns 20min. 
Foi esta a escolha.

Nas viagens de low cost como a Easy Jet é permitido uma mala no avião com medidas especificas e tendo em conta a minha empreitada de visitar 3 países para assistir aos concerto de 30 Seconds to Mars na Tour Into the Wild, quis substituir o meu saco de viagem da British Airways (indemnização por dano de bagagem no aeroporto de Glasgow em 98), por um trolley.

Em Roma, fui para o avião com o trolley, uma mala de mão (a mochila com o material fotográfico) e o tripé a tiracolo. Sem problema. Mas no check in no aeroporto de Milão, foi diferente. A sra afirmou que só podia ir com uma mala. 

A mala de mão era considerada um 2º volume, insistiu a Sra. Eu podia despachar pelo preço x. Arrumei a mala de material fotográfico no trolley, juntamente com a bolsinha onde tinha a carteira.
Ainda tem 2 volumes, disse apontando para o estojo do tripé.

"Mas, em Roma, não houve problema nenhum, respondi em inglês. "This is Malpensa!" atirou com se fosse uma divisão entre os plebeus e os nobres de Milão

Já com os nervos em franja, tento enfiar o tripé no trolley. Resultado. Parti o tripé e ainda assim não cabia. Fui obrigada a despachar o trolley por 22€ com o tripé mas sem a mochila do material fotográfico. Se olhar fulminante matasse, a sra do check caíria dura no chão.
Milão e Lago Como em fotos

Sunday, March 21, 2010

ITALIA TE AMO - NAPOLI

NAPOLI (POMPEEI)
21 de Março



Rute Hanabi 

13 de março de 2010 
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Amigos, exceto…
Sol em Nápoles! Yay! Estive também bastante tempo à nora na estação de comboios a tentar perceber como se ia para Pompeia e a para a ilha algures na costa. Fui sucedida no primeiro destino, no segundo não, pois seria meio à tangente para apanhar o comboio com destino seguinte -Milão.

Cheguei à estação de Nápoles cedo o suficiente para cumprir um bom intinerário, mas fiquei meio perdida dentro da estação com cantos e corredores demasiados esconsos. O exterior não era melhor, chegando a temer pela minha integridade.

O primeiro passo foi deixar a mala na sala de bagagens da estação. Houve algum problema de comunicação acerca do valor (mais acima do que aquilo que li) e para minha frustação não consegui pedir informação sobre o ferry para a ilha de Ischia. Só descobrir a linha Circumvesuviana (que levaria a Pompeia) foi complicado o suficiente por isso coloquei de parte a ida à ilha para não correr o risco de ficar apeada. A paragem de comboio Pompei Scavi - Villa dei Misteri é pertinho da Porta Marina, onde vários cães nos saúdam. Com a compra do bilhete e o mapa do local, é entregue um folheto denominado Cane dei Pompei, apresentando um grupo de cães abandonados sob a protecção do parque, disponíveis para adopção.
Visitar Pompeia era um desejo antigo e não desapontou. Fiquei horas a percorrer as antigas ruas, testemunhar as cores vívas dos pavimentos coloridos, preservados por baixo de várias camadas de lava e cinza expelidas pela pelo vulção Vesúvio em 79 ac. A erupção foi tão forte que criou uma abertura côcava ainda observável. Sendo uma cidade perto de um porto, era visitada por várias nacionalidades, com próspera em comércio, povoada por vários estratos sociais (e artísticos) reflectido nas casas onde habitavam. A maioria das casas recuperadas visitáveis eram de poetas, patronos, homens influentes.


Eu colei-me a uma guia turistica durante a visita e fiquei a saber pormenores da vida de forobodó que havia em Pompeia. Ainda são visiveis objectos fálicos, e pinturas nas paredes que representam posições sexuais dentro de um edifício conhecido como Lupanare (um bordel). A guia explicou que muitos dos que visitavam eram estrangeiros e não sabiam falar a língua. Era provável que apontassem para o desenho referente ao «menu sexual». Cabecinhas pensadoras...

Já separada da guia, andando sozinha, fui chamada por um segurança para visitar uma casa ainda encerrada ao público, denominada Casa del Menandro. Este espaço tinha uma particularidade, os restos mortais originais. A maioria dos restos mortais encontrados nas escavações estão no Museu da Cidade, o que se pode observar  na área de exposição são os moldes deixados pelo invólucro de cinza e lama que cobriram  os corpos (humanos e animais). A alta temperatura do material expelido ditou a morte instãntanea dos habitantes, para sempre solidificados em pose mortal.

Regressada de Pompeia, prescindido da ida à Ilha perto da costa, com os museus já fechados, optei por chegar ao topo do Castel del Ovo. O funicolar permitia a rápida chegada ao topo da colina com uma vista maravilhosa. Encontrei uma gattare que acabara de deixar comida a uns gatos que ficaram super fotogénicos nas fotos. Não havendo tempo de visitar o castelo, optei por percorrer a zona da baixa. Encontrei um casal muito simpático no funicular que me aconselharam a visitar um jardim, mas quando lá chegémos estava a fechar. O casal tentou convencer o segurança a deixar-me entrar só por uns minutos mas ele não foi na conversa. Assim sendo já a anoitecer optei por entrar numa igreja onde decorria uma missa. Confesso que esta foi uma estratégia de segurança, estar rodeada de pessoas pois mais uma vez não me sentia segura nas ruas esconsas da baixa da cidade. Achei adorável o casal que levou o cão para a missa e este portou-se muito bem. 



Na minha extensiva pesquisa sobre Itália, percebi que viajar de comboio é uma grande vantagem, principalmente durante a noite. De Nápoles a Milão são 7h de viagem e após a cansativa visita por Nápoles e Pompeia, soube bem dormir nas cabines camas a ouvir o barulho do comboio. Em Itália é económico e rápido viajar de comboio, especialmente comprando online com desconto e poupam aluguer de quartos à noite. Optem por viajar de noite. Embarquei pelas 20h30h e cheguei à chuvosa Milão pelas 7 da manhã.



Nápoles e Pompeia em fotos

Thursday, March 18, 2010

ITALIA TE AMO - ROMA

 ROMA 18-20 Março


Primo 1º giorno

A ambiciosa viagem para Itália incluía 3 cidades: Roma, Nápoles e Milão (com um concerto nesta última) implicou uma intensiva planificação onde absorvi um conjunto obsceno de guias de viagem, itinerários e sugestões de colegas que haviam visitado o país. Mentalizei o máximo de detalhes que pude, inclusive frases chave em italiano, tendo em conta a minha crónica falta de direcção. Entretanto, no facebook, fazia-se a contagem decrescente no meio de mais uma noitada de preparativos de viagem.
 
Com o meu super guia caseiro foi fácil deslocar-me do aeroporto Fiumicino para o centro de Roma. Já era noite cerrada quando me instalei no Mosaic Hostel,  a residência que ocupava o primeiro andar de um prédio, perto da gare Termini.  Desvendar qual a saída correcta do labirinto da gare mais atarefada de Roma levou o seu tempo, mas a demora foi compensada pelo aconchego da residência que não só cedia meia hora de internet e jantar de borla, como o recepcionista falava português com sotaque brasileiro. Bem haja ao jovem que depressa me indicou onde comprar o meu bilhete para o concerto dos 30 Seconds to Mars em Milão provando compensar não ter gasto 10€ em despesas de envio, se o fizesse via internet. Também foi expedito em informações sobre o que visitar e deu-me uma lista de autocarros para chegar os destinos turísticos mais apetecidos. 

Rute Hanabi

17 de março de 2010 
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Live from rome (um hostel que cede meia hora de internet e jantar de borla é um senhor hostel! Um oásis depois do degredo de Glasgow. Já visitei o Coliseu com um casal de alemães porreirissimos. E a saga de imprimir o guia de viagem vai dar um post no mixtape (aguardem!)

Assim que me instalei os meus vizinhos de camarata, um casal alemão muito simpático, ofereceu-se para me levar ao coliseu em passeio nocturno. De tripé às costas, lá fui e nessa noite apercebi-me de duas grandes chagas na capital romana:

Primeira:
 Os romanos não dão prioridade a peões. Achei estranho os meus guias irromperem  pela estrada sem que o trânsito lhes cedesse passagem mas eles avisaram que se não o fizessem os carros não dariam passagem- n


Segunda: Vendedores ambulantes são uma raça à parte em Roma, colam-se aos turistas como moscas em luz incandescente. Flores, souvenirs, mini tripés, postais, tudo serve para impingir aos turistas e não os largam até conseguirem vender o seu produto ou levarem um estalo daqueles mais impacientes. Um deles apanhou-me em movimento apressado e perseguiu-me, não obstante o meu NÃO (em várias línguas), chegando a enfiar uma flor no meu braço sem eu o conseguir impedir. Teve de correr uns bons metros para me alcançar e recuperar a flor. Com casais a estratégia era bem mais agressiva indo ao cúmulo de fazer a cara metade se sentir culpada por não oferecer uma linda flor ao seu par. O casal alemão falava com conhecimento de causa de quem almejava um spray repelente de vendedores ambulantes...

Secondo 2º giorno
18 março

Roma recebeu-me com sol e ainda assim meti-me na mais próxima igreja e esbanjei uma hora a fotografar a bela Chiesa Santa Maria Maggiore. Seria a primeira de uma resma de igrejas que visitaria, no final do dia seriam mais 4, destacando o peculiar Patheon, com um círculo no tecto em cúpula. Tive sorte e cheguei numa altura em que estavam a evacuar a igreja para uma cerimónia especial. Consegui fotografar a igreja vazia antes de ser encaminhada porta fora. Yay.

 O Roma Card apenas permite 2 entradas em museu gratuitas (escolhi o Coliseu e Fóruns romanos) e reduções nos restantes, por isso escolhi a redução no belo Castel Sant'Angelo que é protagonista no livro de Dan Brown «Anjos e Demónios». Aquela entrada pela ponte guarnecida com as  dez estatuetas que representam a paixão de Cristo por si só valem o protagonismo.
A cidade eterna, assim denominada é mais encantadora quando passeamos pelas suas ruas a pé. De volta ao hostel, já ao entardecer, passei pelo centro de pasmo histórico, a via que atravessa o Fórum romano até ao coliseu. Outrora o acesso era gratuito, de momento é pago e estava encerrado, mas por trás do edifício que chamam de forma jocosa «Bolo de noiva», Monumento Vittorio Emanuele II, há um varandim onde se pode ver a extensão do fórum romano. Confesso, o meu maxilar caiu.

Depois da saborosa pasta no hostel à hora do jantar e, porque em Roma está tudo a um belo passeio de distância, peguei no tripé e atravessei a Piazza Spagna a caminho da fontana di Trevi. Quando temos apenas 3 dias para ver Roma, há que rentabilizar as noites para fotografar em longa exposição. Aqui percebi que  fotografar às 20h não é o mesmo que fotografar às 19h, ainda que a fonte tornada famosa no filme Dolce Vitta, tenha ficado jeitosa sob as bonitas luzes. Reza a lenda que quem atirar uma moeda para a fonte de costas para a mesma, irá regressar à cidade. Não foi preciso fazê-lo, pois em apenas 2 dias já tinha a certeza que voltaria.



Terzo 3º giorno
19 março

Cedinho pela manhã, mais uma igreja, Basilica Santo Coeur com os seus belíssimos tectos e a Scalla Santa. Alegadamente, as escadas que Cristo subiu a caminho do julgamento onde foi condenado a ser crucificado. No início fiquei perplexa com as coordenadas geográficas (o que estaria Jesus a fazer em Itália?) mas o fraco conhecimento de assuntos cristãos foi compensado pelo folheto da igreja. O lanço de escadas foi transferido de Jerusalém para a Itália no séc. IV e apenas pode ser escalado de joelhos, proferindo as 28 orações correspondentes a cada degrau que representam a Paixão de Cristo


Na parte da tarde, usufruí das duas únicas borlas do Roma Pass: o Coliseu e os Fóruns Romanos (sim, são 2) e adoptei uma estratégia à altura da minha sede de conhecimento histórico. Baptizei-a com o pomposo título  de «fitacolar ao guia». São tantos os guias que povoam o Coliseu que acabei por interromper o meu percurso fotográfico para os ouvir com atenção e acabei por seguir um grupo, absorvendo tudo o que a guia tinha para partilhar. 

Assim desmistifiquei o coliseu romano sem pagar um tostão! Nunca houve cristãos mortos no coliseu, os gladiadores eram pagos a preço de ouro (ou pela liberdade) e foram responsáveis pelo colapso da economia romana. Bem feito, quem mandou extinguir os tigres do norte de África! 10 mil animais em 100 anos, filhos de putana! O Coliseu foi condenado ao abandono e acabou por servir de pedreira na construção de outros monumentos, explicando o seu aspecto fatiado. Outros factos interessantes: as mulheres que assistiam aos jogos estavam no topo do Coliseu, separadas dos homens e a palavra «arena» vem do latim, significa areia que era usada para absorver o sangue. Cada gladiador recebia um salário, o equivalente actual de 2000 € por jogo. Os escravos podiam ganhar a sua liberdade após15 jogos ou 3 se fosse luta até à morte. Apenas os condenados à morte lutavam na arena com os animais selvagens. Actualmente as únicas feras a residir no Coliseu são gatos, resmas deles e deveras fotogénicos, de tal modo que têm direito a calendário e tudo. A figura que os alimenta é conhecida por Gattare. No final fiquei a saber o ponto de encontro do grupo do guia nos fóruns romanos mas acabei por explorar tamanho conjunto arquitectónico sozinha.




Na entrada do Foro Romano, observei um dos guias que segui a falar, gesticulando, com um funcionário do espaço. Pelos gestos e tom parecia uma conversa meio ácida, mas não pude deixar de sorrir pelo fascínio deste código de gestos intríseco aos italianos. O guia percebeu que o tinha apanhado a discutir ao olhar para mim e acabou por sorrir cúmplice por ter sido apanhado a falar num tom menos jovial.

Rute Hanabi

19 de março de 2010 
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Encontrei 3 pés de chinelo em Roma, um recorde!! Bem, tecnicamente não eram pés de chinelo porque os italianos sao belíssimos. Um deles um avó distinto de belos olhos verdes, mas por mais simpatico que fosse o convite de jantar com ele e a família na Toscânia e passear pela cidade, os italianos são deveras vagarosos. Eu ainda queria subir o monte na Passeggiata del Giacolo.



Encontrar o caminho certo para o topo do parque, implicou questionar algumas pessoas em Trastevere, mas lá encontrei o percurso, mesmo a tempo do pôr-do-sol, já junto ao farol da Vitória. E que vitória subir e descer o monte e tempo de ainda apanhar a pasta gratuita do hostel pelas 19h. Aqui a menina estava com fome.

4ºgiorno
20 de Março 





O último dia em Roma foi passado no mais pequeno país, o Vaticano. Agora percebo porque é país mais rico do Mundo. A cobrar 19 euros de entrada para o museu do Vaticano, amealham muito os senhores. Ser roubada pelo clero é vergonhoso... Contudo, o valor valeu por ser entrada 30m antes do público em geral. Implicava não ficar na fila que era longa quando eu saí perto das 14h. 

Estava bastante entusiasmada com a visita à Capela Sistina, que é a última sala visitável no enorme museu do Vaticano. Tinha a ideia ser um espaço imenso, porém, tal como a Mona Lisa, é pequeno. Não era permitida captação fotográfica e por isso fiquei sentada num dos longos bancos a olhar para cima a apreciar a obra prima de Miguel Ângelo. Estava sozinha. Por esta altura já tinha vislumbrado inúmeros magnificos tectos de igrejas e já estava a desenvolver torcicolo. Terminei a visita colocando a escadaria espiral do Museu do Vaticano no top cimeiro de maravilhas.

Após a degustação de uma pizza de cogumelos, segui para a Basílica de São Pedro onde me esperavam os 525 degraus para chegar à cúpula. Valeu o esforço para me deliciar  com vista panorâmica para a cidade de Roma.

Pela segunda vez, não consegui chegar a tempo à Igreja Santa Maria in Cosmedin  Apesar do meu itinerário de visitas a igrejas fosse inspirada pelo livro de Dan Brown "Anjos e Demónios", esta igreja tinha interesse por ter a Boca de la Verittá, tornada famosa pelo filme "Férias em Roma" com Audrey Hepburn e Gregory Peck. Quando cheguei já estava fechada, mas ainda deu para tirar uma foto pela grade. Enquanto olhava para o infinito a pensar o que faria a seguir, fui abordada por um rapaz que me queria mostrar a cidade de mota. Pensei «stalker», só mais tarde soube que existem guias que mostram Roma numa mota. O pobre tentava convencer-me "Don't worry I'm not a serial killer" disse ele, ao que respondi: "That's what killers say..."  E com esta desamparou-me a loja. Pobre moço a tentar ganhar a vida.


Tentei concentrar o máximo que pude em 3 dias (esperavam-me ainda Nápoles e Milão), mas faltou imenso. Faltou especialmente aquilo pela qual é reconhecida, o dolce faire niente, a viagem de vespa e ser convidada para almoçar por um desconhecido. As últimas duas proporcionaram-se mas eu estava sempre em movimento e recusei. Ainda penso no charmoso avô que me convidou para almoçar com a família em pleno foro romano (eu só lhe perguntei as horas) e o rapazinho que convidou a passear com ele na mota, afinal era um rapazito a fazer percurso turístico. Dado s minhas desventuras com pés de chinelo optei pelo seguro, (até pelo receio de andar de mota, ainda mais com um desconhecido).

Não precisaria de atirar uma moeda para a Fonte de Trevi para voltar. Voltaria.

 

 La bella Roma em fotos

Wednesday, March 17, 2010

ITALIA TI AMO - Diário pré-viagem


17 Março 2010, 05h09

Gostaria de dormir em vez de estar a fazer as malas e encher pequenos frasquinhos de líquidos essenciais da higiene pessoal. Mas, daqui a umas horas estarei em ROMA! (espero que com sol). Adeus até ao meu regresso da Guerra!

17 Março 2010, 06h02

Parece haver um consenso na previsão meteorológica para Roma, uns assumem que estará sol, outros que estará intervalos de sol com nuvens. Todos concordam, no Sábado estará tempo de chuvinha - ainda bem que escolhi este dia para me enfiar no museu do vaticano! 6 da manhã, metade da mala, metade do livro de viagem... Está quase....

17 Março 2010, 06h49

6h48 líquidos metidos no saquinho, mala feita - falta passar uma camisola a ferro e acabar o maleditto travel book e encadernar o dito! (suspiro...) Roma, Rute.ROMA!