backpacking my way through...

Friday, June 04, 1999

RUTH DOES SCOTLAND June #6

FANCY A FILM?

THANK YOU FOR THE MUSIC

SO LONG, FAREWELL, AUF WIERDESIN GOOD BYE...









Monday, May 31, 1999

RUTH DOES SCOTLAND May #5

THANK YOU FOR THE MUSIC

Estava a folhear um jornal na Biblioteca da Universidade quando vi um anúncio relativo ao concerto da Jewel em Glasgow no dia 8 de Maio. Tentei manter a calma e li o anúncio atentamente. Não demorou muito para perceber que todos os planetas estariam alinhados e assistiria, pela primeira vez, a um concerto que ansiava à muito. O meu primeiro pensamento foi:

O Marco vai morrer de inveja!

O segundo foi:

VOU VER A JEWEL AO VIVO!!!





COOLING IN THE HILL

Inexplicavelmente, o sol rompeu, em força, a soturna neblina que se abateu no mês de Abril. De tal modo que a maior parte dos estudantes tomaram de assalto os terraços da Residência para apanhar banhos de sol. A Margaret e muitos outros pareciam camarões depois de pouca exposição oa sol. Foram idílicos 3 dias em que se improvisaram batalhas de água, festas de praia e foi a única vez que usei uma camisola de alças. Este prenúncio de Primavera foi um falso alarme, dias mais tarde, o tempo nublado e a chuva abateram-se sobre Glasgow e acabou por influenciar o meu estado de espiríto. Nenhum português sobrevive sem o sol. É um facto!



LOST IN BUTE







Eu não viro a cara a andar a pé e tenho estofo suficiente para aguentar uma boa caminhada, mas quando nos dizem que chegar de um ponto A ao ponto B leva 35m de bicicleta, não pensem que reconverter esses 35m para 1h35 a pé, vos trará grandes resultados. Especialmente quando eu sou má a matemática e tenho problemas de orientação.

Desisti da bicicleta por ter um assento demasiado alto, a minha política em relação ao transporte de 2 rodas é: se não chego com os pés ao chão, montada no assento, não vou! . Todos os habitantes da Ilha, muito simpáticos - diziam sempre bom dia, desaconselhavam-me a seguir até Scalpie Bay a pé.

(Locais)"Olhe que isso é muito longe!"
(Eu)Eu estou habituada a andar a pé, sigo sempre em frente?
(Locais) Mas olhe que o melhor é voltar a trás até ao centro e subir pela estrada.
(Eu)Já estou a andar à meia hora, não vou voltar a trás, prefiro ir por aqui.
(Locais) Pronto, mas ainda é um esticão!
(Eu): Eu aguento, Obrigada!

NOTA MENTAL: BIG MISTAKE!!!!Dar sempre ouvidos à população local.

Pelo mapa, pode-se ver a enormidade da extensão caminhada para chegar a Scalpie Bay (assinalado a vermelho), comparada com a extensão (em linha recta) assinalada a negro, tal como muitos dos locais me haviam avisado.

Mesmo com o mapa na mão, meti-me por atalhos selvagens onde tive de voltar para trás e percorri extensões de estrada onde não se via viva alma - só as vacas a pastar. Houve alturas que julguei estar perdida e lancei um grande berro para o horizonte

"HELPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP!!!!!!!!!!!!!!!"

Em resposta obti um "MOOOOOOOOOOOOOOOOOO!"

Depois, mais calma, vi referências no mapa (hotéis, monumentos, baías)e, lá encontrei a tal Baía, depois de atravessar um campo com touros. Só mesmo na Escócia é se vê touros a pastar na praia! Tive mesmo de aguardar pelo melhor momento para trespassar o curral, não fosse o touro bravo.

No regresso, assenti o conselho de ir de autocarro pela estrada principal. Lá apareceu um autocarro, depois de contar o meu calvário, o motorista do autocarro riu-se e não me cobrou bilhete. Demoramos 20m a chegar ao centro da cidade.

Friday, April 30, 1999

RUTH DOES SCOTLAND April #4

LESHER HALL ROMMIES


PART TIME JOB/SUNNY DAYS



Embora tivesse uma bolsa parcial equivalente a 470 ecus (o nome provisório para a moeda única europeia) e fosse isenta de pagar propina, teria de pagar a minha estadia no campus que era meia pensão e tudo o resto associado. Não tinha verba para muito mais, por isso não saía como os meus colegas que se aventuravam pela Escócia fora. Nesse captitulo estive bem servida nos dois anos anteriores. Ainda assim precisava de algo extra e não queria pedir aos meus pais. Uma colega do Julie B trabalhava part time num lar de idosos fancy quase ao lado do nosso campus e recomendou-me. Como era cidadã europeia não precisava de visto de trabalho e assim fiquei a trabalhar Sábados de manhã na área da manutenção, sempre de phones nos ouvidos a bombar Silence 4, a não ser quando era a pausa para o cházinho, na copa com muito simpáticas funcionárias. 5£ por hora o que na altura era o triplo dos valores exercidos por Portugal.



I’VE GOT MAIL
NOT! WEDNESDAY TV WORSHIP NIGHT A pose é a da série “Charlie’s Angels”, mas o serão televisivo das quartas feiras contemplava “E.R”, “Sex and the City” e “The Awful Truth” a série de Michael Moore. Assim que soavam as 21h, onde quer que estivesse, a sala comum do lesher era nossa! (Excepto nos dias em que um rotten egg batia-nos na chegada aos sofás e tomava conta do aparelho televisivo – os infames! Ameaças, discussões e planos de assassinato não demoviam os detractores, contudo havia sempre uma alminha caridosa que nos alojava no seu quarto para saciarmos a nossa sede de “televisismo”. Terça feira, a série britânica "Queer as Folk" era o meu pão nosso. A única maneira de me apanharem fora do computer room depois das 21h: Queer as Folk e Sex and the City. Se analisarmos bem, as séries eram iguais, uma na versão heterossexual, outra na versão homossexual, ambas FUNNY AS HELL! Desenganem-se, se pensam que uma série sobre um grupo de homossexuais, transmitido em horário nobre no canal britânico, passou despercebido e sem burburinho! Foi um escândalo! Polémico, controverso, pessoas ultrajadas a reclamar para a estação, tudo a falar sobre as cenas de sexo entre homens, o público adorava devido ao humor e à qualidade do guião. Eu era fã convicta e, digamos que a visão dos 3 actores principais, era um deslumbre para os olhos. Não se falou noutra coisa durante semanas. Eu participei activamente no debate: "Beijos entre homossexuais na televisão, sim ou não?!" With these gorgeous guys, bloody YEAH!!! SILENCE BECOMES IT SPRING BREAK EWAN MCGREGORSPOTTING! ROOM SWEET ROOM A ideia de “deixar recado” do Dean - uma mensagem na parte de trás de uma canção dos Pearl Jam (que fica sempre bem em qualquer porta de residência universitária)

Wednesday, March 31, 1999

RUTH DOES SCOTLAND March #3

OSCAR FEVER 



Desde que a cerimónia passou a ser transmitida em directo em 1991, NUNCA perdi uma noite dos Óscares. O ano em que estava na Escócia não seria diferente, porém proporcionar a directa em frente à telly foi complicado. Nenhum canal público exibia a cerimónia, portanto de nada servia a televisão na commom room da residência. A única possibilidade chamava-se Sky Premiere, um canal de cabo, apenas acessível no bar do St. Andrews College - bar esse que fechava à meia noite. Tentei reunir um grupo de valentes que aguentassem os olhos abertos pela madrugada fora, mas à última hora ninguém apareceu. Com dias de antecedência implorei ao guarda nocturno para me deixar ficar no bar depois da meia noite. Ele concordou, mas teria de ficar fechada à chave. Se houvesse alguma emergência, tinha o telefone. Digamos que a cerimónia dos Óscares manteve-me distraída, mas quando surgia o intervalo e olhava para o lado, apercebi-me, com algum receio, um serial killer podia fazer picadinho de Rute e não haveria telefone ou guarda a 500m de distância que me valesse. 


LONG LIVE THE W.W.W. 


Foi no St Andrew's College que abri a minha primeira conta de email. Via os meus colegas todos no computer room a mandar e receber emails em cada 10m e eu pensava que forma rápida de comunicar. Pensei, talvez assim recebesse mais notícias dos amigos de Portugal, já que via correio, era escasso ou reformulando, não com a mesma velocidade com que eu enviava cartas/postais. Pedi que me explicassem como se fazia e abri uma conta no hotmail. Nem todos os amigos  tinham conta electrónica, mas provou ser uma ferramente útil e mais uma forma de comuniciar em português, aliada ao modo carta, fax, carta e telefone.

O mundo cibernético, revelou-se muito mais importante, pois apresentou-me uma ferramenta em voga chamada Mirc (Internet Relay Chat) um programa onde é possivel conversar com pessoas que estão em canais temáticos. Sendo fã da banda Silence4, encontrei um site português bastante completo, que me fez entrar nesse chat onde diariamente falava com portugueses, igualmente fãs da banda. O autor do canal #silence4 era um tal de Grig (aka Mário Santos) e esse foi o ponto de partida para conhecer um novo grupo de amigos que me ajudariam a atenuar as saudades de Portugal. Para aceder ao canal teria de usar um nickname, e assim nasceu hanabi, a palavra japonesa para fogo-de-artifício.

Todos os dias, ao almoço na Caledonian, após o jantar no St. Andrew's, encontravam-me na computer room a teclar em português. Os colegas iam sair à noite, ao pub, ou mesmo o bar do campus do campus e lá estava eu,  criando uma rotina que só era interrompida quando, pelas 21h passavam as minhas séries favoritas, ia ao cinema ou quando o segurança delicadamente me "expulsava" pelas 23h.

Certo dia calhou teclar com um tal little_david_boy que revelou-se ser nada mais nada menos que o próprio David Fonseca (Tobias era o cão dele)


THANK YOU FOR THE MUSIC

Estava a folhear um jornal na Biblioteca da Caledonian quando vi um anúncio relativo ao concerto da Jewel em Glasgow. Tentei manter a calma e li o anúncio atentamente, 8 de Maio.. Não demorou muito para perceber que todos os planetas estariam alinhados e assistiria, pela primeira vez, a um concerto que ansiava à muito. O meu primeiro pensamento foi:

O Marco vai morrer de inveja!

O segundo foi:

VOU VER A JEWEL AO VIVO!!!


ALELUIA!



Friday, February 26, 1999

RUTH DOES SCOTLAND February#2

HANG MAN’S DAY! (nota para a Maggie) 

  
Carta para a Maggie (part I) 



Oficialmente o meu primeiro email! Yay!




Carta para a Maggie part II


  PLAYING HOOKIE 


Depois dos primeiros dias de aulas onde andei à nora, optei por fazer gazeta numa sexta-feira e passei o dia inteiro no meu spot cultural favorito de Glasgow, Kelvingrove. Estas escapadelas culturais já aconteciam na ESCS e estenderam-se  aqui para melhor interiorizar que a minha decisão de inscrição em Erasmus, não tinha objectivo educational. Não estava ali para obter uma equivalência na disciplina que ficou para trás, mas antes uma mudança de cenário, longe da experiência desgastante do último ano na universidade portuguesa. Por fim mentalizei que a informação absorvida seria sempre uma lição de adaptação muito além da educacional. Confesso abertamente que não gostava da Calendonian , tal como E.S.C.S e quando estava na sala de informática do St. Andrew's, uma universidade que formava professores, absorvia a sua azáfama e stress de estudo e trabalhos a entregar com fascinação porque trabalhavam e moldavam criatividade como crianças grandes, aquele stress "bom" que não sentia com o meu curso. A minha experiência no campus da universidade onde não estava inscrita seria uma lição para a vida com todos os seus aspectos bons e maus. 

GLASWEGIAN DIALECT


Apesar de ser uma aula direcionada para a Gestão, gostava da aula pois o professor era muito engraçado Uma vez que a turma era constituida por alunos estrangeiros, ele ensinava a descodificar o dialecto de Glasgow, que é por comparação, o equivalente ao português açoreano. Muitas palavras e gestos variavam do inglês - americano que estava mais habituada. Aprendi palavras novas como: bloke (rapaz), Hen (rapariga), Aye (sim), knickers (cuecas femininas), snog (beijo), cheerio (adeus) - que usava bastante com o motorista do autocarro. Eu mantive o sotaque americano, mas as terminações das minhas frases fugiam para o escocês e irlandês


FANCY A FILM 



Idas ao cinema aconteciam a ritmo semanal, no início ia sozinha da parte da tarde quando fazia gazeta  já bem enturmada na residencia ia com as gals à noite. Fui com o Chris ver o This Year's Love, dado o seu amor pela banda Stereophonics que faziam parte da banda sonora. Antes do filme começar o Chris advertiu "If I start crying don't worry". Nada de choro mas imensos risos com estas personagens disfuncionais procurando o Amor. A ausência de legendas não era um problema, mas quando o filme era de origem britânica ou irlandesa, era mais complicado decifrar, quanto mais a norte fosse. Aconteceu com Little Voice e penso que até os britânicos precisariam de um tradutor para fazer sentido do discurso da Brenda Blethyn 
 


 WHAT’S COOKING? 

 Não é novidade para ninguém: a culinária britânica não prima pela variedade e originalidade. Com esta constatação em mente, planeei levar um pouco da cozinha portuguesa para as terras do haggis (não como corpo de animal, muito menos as suas partes íntimas enfiadas em tripa, argh). Qual o alimento mais português que, curiosamente, não provém de Portugal? O Bacalhau , pois claro! Sequinho, salgado, embrulhado em jornal, dentro da bagagem já em excesso de peso, aguardando pelo dia em que seria transformado em delicioso Bacalhau à Brás. De modo a não empregnar o meu quarto, deixei as 4 generosas postas em cima do armário da cozinha comum da residência. O que aconteceu é matéria de lenda! 


No meu Hall, acredito que em TODA a residência, era a única que cozinhava. Quando digo “cozinhar”, englobo toda a operação de cozer alimentos frescos dentro uma panela ou assar utilizando o forno e não o processo de obter um prato que vem de uma embalagem em pó ou em estado congelado. Não sou nenhum chef de cozinha, mas quando saía daquela cozinha, esta emanava um cheirinho a batatas assadas, arroz ou stir fry – algo que vi no menu do refeitório e decidi experimentar. Legumes cortados, cozinhados com um pouco de óleo e molho de soja acompanhado de arrozinho. Nahm nham. Foi complicado gerir as minhas refeições, uma vez que nem todos os ingredientes que habitualmente usava, estavam disponíveis para compra. Recordo o meu estatuto de (falsa) vegetariana – nada de carne, tudo peixe ou legumes. No entanto, à boa maneira portuguesa, DESENRASQUEI-ME! Omelete estilo empadão cogumelos e batatinhas era o prato mais usual, se quisesse algo mais requintado, salmão fumado com batatas assadas em azeite com alho e o já mencionado stir fry com arroz. Crepes com molho doce era o snack favorito. De cada vez que saía da cozinha, num raio de 500 metros,dirigiam-se a mim com a frase: The kitchen always smells good when you cook… Pois é, amigos, issso é porque COZINHO! Não faço sopa saída de um saco em pó, ou sirvo massa banhada em molho de tomate – Isso lá é comida?! 

Senti terrivelmente saudades de: FRUTA: Nada de maçãs “siliconizadas” com brilho de escudo acabado de sair da Casa da Moeda, bananas mutantes ou laranjas tristemente encolhidas. Fruta a sério que sabe a fruta e não alimento geneticamente transformado. PÃO COM CÔDEA: Durante 4 longos meses (+ duas semanas) suportei o sacrifício de trincar pão de forma geneticamente modificado, cuja embalagem espremida, segundo o Tom “would end up in one big slice”. Eu sonhava com carcaças quentes com a manteiga a derreter-se, pão com côdea estaladiça e torradas com pão alentejano (suspiro...).

Sunday, January 31, 1999

RUTH DOES SCOTLAND January #1

SETTLING IN

As primeiras duas semanas em Glasgow, serviram para tratar de toda a burocracia e papelada referente à minha nova cidadania.

Por ordem de importância

1. Instalar-me no St Andrew's College campus
2. Descontar travellers checks
3. Abrir uma conta bancária












4. Inscrever-me no curso

                                                                                                                                             


















Alguma vez se viu horário melhor? 11h semanais, 4 dias por semana, 3 disciplinas (Public Relations, Information Management e Business English). Comparado com o meu 3º ano na ESCS (cerca de 50 horas semanais, divididas por 12 disciplinas), a Calendonian é uma colónia de férias.

5.Adquirir cartão de biblioteca
6.Comprar passe













O trajecto do st. Andrew's até à Caledonian University implicava uma viagem de 30m de autocarro até ao centro da cidade, o John Corcoran aconselhou-me a ir de comboio até Cowcaddens e aí apanhar o metro (um dos mais claustrofóbicos da história da Europa). Argumentava que assim seria mais rápido. Obviamente, o Corcoran nunca comutou da Amora para Benfica - 1.30h de "deleite rodoviário" autocarro, barco e comboio. Trinta minutos num só autocarro era uma maravilha. Ainda por cima com o número 118 à porta do campus.

ET WRITE HOME


Uma vez instalada não perdi tempo em manter o contacto com Portugal e tornei-me numa writting home machine.Qualquer pretexto servia, um postal disponível na sala de cinema, o bloco que andava comigo para todo o lado, postais comprados na papelaria do St Andrews. O campus tinha serviço postal, a entrega de correio decorria em dois turnos (manhã e tarde) e funcionava ao sábado. Eu era a 2ª pessoa no campus que mais escrevia, a Myrna era a primeira (ela sim, uma recordista do Guiness!).

Conheci o Marco no Verão desse ano, colaborávamos no mesmo jornal, ele era o editor. A empatia foi imediata pois falávamos a mesma língua - Cinema! Meses antes de partir, atormentei-o com o facto de, uma vez no Reino Unido, podia ver, em primeiro lugar, a muito antecipada prequela da Guerra das Estrelas. Na resposta às minhas cartas, deixava sempre um comentário jocoso relativo a esse facto, mas transformou-se no perfeito pen pal. As suas cartas eram SEMPRE um antídoto para a má disposição.







Tuesday, January 26, 1999

RUTH DOES SCOTLAND go!

  WELCOME COMITEE



Embora estudasse na Caledonian, a minha residência estudantil não era naquele campus mas na St. Andrew's College, em Bearsden, onde passei os Verões de 97 e 98. Foi num pub que tive o primeiro contacto com estudantes da minha universidade, Luca, Chris e Barry e mais tarde, mas festas no apartamento do Luca, o grupo polaco, os grandes exploradores do território escocês.


Convites formais que recebemos pelo correio...


Estava indecisa de ia ou não, o maior incentivo seria conhecer outros portugueses que ali estudavam, pois, tirando o episódio do pub, esses eram os únicos portugueses que sabia existirem na cidade mas no final do 1º semestre, regressaram à base. Agradava-me visitar o edifício mas a ausência de traje formal e o conforto fofo das noite do nosso Hall, ditou a minha ausência.

Friday, January 22, 1999

RUTH DOES SCOTLAND set!

"I'm on a Plane...I can't complain" lah lah lah 

  



Thursday, January 21, 1999

RUTH DOES SCOTLAND get ready

Sempre me fascinou a ideia de passar um ano escolar noutro país, mas o ano escolar nunca o permitiu e sempre me pareceu uma gigantesca operação logística. O terceiro ano da universidade revelou-se um descalabro em termos de motivação de tal modo que questionei todo o propósito do curso de Relações Públicas. A minha estratégia de recuperação de notas salvou 3 disciplinas e recuperou outras tantas, mas não foi suficiente para passar na cadeira de Direito.

Perguntam vocês: "Direito, num curso de Relações Públicas?!" - Exactamente!

Tinha todo um ano lectivo para fazer uma disciplina o que impulsionou a minha candidatura no programa Erasmus.

O meu destino: o 2º semestre do terceiro ano de "Public Relations and Mass Media" na Caledonian University em Glasgow, a meia hora de distância de Bearsden e da Residência onde fiquei nos verões de 97 e 98.

A candidatura implicava uma apreciação dos outros candidatos tendo em conta as suas notas e currículo. Temi o pior, mas com nenhum outro candidato à vista, era bastantae óbvio que teria viagem marcada para Glasgow, na Escócia, entre:

22 Janeiro a 4 de Junho 1999 com o Programa Erasmus




REGRAS PARA FESTAS DE DESPEDIDA

Regra nº1:Nunca marcar festas na véspera da partida

Regra nº2:Deixar as malas prontas antes da festa

Regra nº3:Nunca pedir à Joana para marcar o restaurante.



Regra nº4: Afastar os convidados do bar de alterne adjacente ao restaurante.



Regra nº5:Dosear a sangria para evitar palavreado sangrento.



Regra nº6: Não tentar o Marco com o comentário: "Eu vou ver o Star Wars primeiro que tu!"