A viagem para Genebra, aconteceu, da mesma forma que em 2007. Uma mensagem do Dário a convidar para ir ao Festival de Jazz de Montreux para ver o Damien Rice pela primeira vez, após um hiato de 8 anos, fresco de lançar My Favourite Faded Fantasy. "Montreux é a 30m de comboio de Genebra", exclamava o Dário, tal Belzebu a tentar os pobres. Isto numa altura complicada para me deslocar. De tal forma que foi hush hush, apenas dia e meio, que foram maravilhosamente bem aproveitados.
Tal como em 2007, o Dário trabalhava nesse dia e iria ter comigo a Montreaux ao final da tarde. Enquanto isso eu laureava a pevide numa Genebra a ferver. O Dário deu a dica que o bilhete de transporte público era válido por 90m em todos os transportes. Nenhum destes foi mais convidativo que os Mouettes, os barcos tipicos que se deslocavam por uma ltransparente água do lago Leman. Também o Jet D'eux foi refrescante escape para os 37 graus que me faziam derreter sob a roupa. Valeu-me as inúmeras fontes espalhadas pela cidade.
Este foi o dia mais quente do ano em Genebra e o lago estava tão convidativo que perdi a vergonha e mergulhei com roupa. O momento capturado está na numa moldura na sala para me catapultar para aquele dia maravilhoso. Na cidade, alguns espaços à beira lago ficam restritos, só entram os banhistas que pagam. Em Montreux era de borla e os cisnes e patos acompanharam-me.
A destilar pela cidade de Genebra, salva pelo geiser de água fresquinha Jet d'Eau. Em Montreux, andei pela bela costa de olho no castelo de Chillon que estava longe demais. Com a temperatura corporal a ferver, perdi o pudor e entrei no Lago Genève, vestida só com a roupa interior. Entrei no auditório, fresquinha, fresquinha, para o ansiado regresso do Damião Arroz Doce, com o meu cultural sugar daddy Dário mais uma vez, tentou-me para ir ao concerto na sua adoptada Suiça.
Entrámos felizes e saímos ainda mais felizes, estava com aquela tontura de felicidade que nem me dei ao trabalho de esconder a câmara ao entrar no recinto e tive de a deixar no bengaleiro. Ficámos perto e houve uma interação com o Damien, tive pena de não gravar. Foi um daqueles concertos para processar emocionalmente. Saímos a correr para apanhar o último comboio para Genève, e fomos a pé para casa. Foi útil, pois de manhã fiz o mesmo caminho para passear pelo centro histórico. Deparei-me com uma Igreja cristã (sempre mais faustosas que as protestantes), Basílica de Notre Dame, que tem uma escadaria em caracol muito fotografável.


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