backpacking my way through...

Thursday, April 20, 2000

U.S.A 2000

KICK ASS VACATION REPORT– PART II Welcome to LALA LAND and theBig Apple


New York City 

  Nova Iorque e Los Angeles são cidades completamente diferentes mas, adorei ambas. Nova Iorque por toda aquela mística urbana - é uma cidade com bastante História. Los Angeles, pelo contrário, não tem qualquer História. É, aliás, uma cidade construída a partir da ilusão do cinema. Por essa razão adorei pisar o chão de Los Angeles, ver de perto os locais de filmagem de filmes como “Speed”, “Pretty Woman”, “Heat”, City of Angels” “Blade Runner” e conhecer os Estúdios onde foram feitos filmes como “E.T”, “Indiana Jones” “Back to The Future”, “Ghost” etc etc. 

  Los Angeles é uma cidade de contrastes sociais acentuados. Numa rua existem casas luxuosas e pessoal abastado a passear no seu extravagante carro, numa rua abaixo, existem mendigos, drogados, pessoas a serem algemadas e presas à nossa frente, assim como pessoas a assediarem-nos com propostas duvidosas! Os transportes em L.A são inexistentes, daí haver estradas e mais auto estradas. Seis vias em cada sentido (!). Existem mais carros do que qualquer outra coisa. 

  Nova Iorque é uma cidade prática, lindíssima onde se observa o impossível: classe Média, Alta e Baixa, juntas no metro. Patinadores lado a lado com o trânsito local e cartazes à entrada de edifícios turísticos com a inscrição “Leave all your fire arms at the Lobby”. Existe uma grande diferença no comportamento das pessoas que vivem no Upper e Mid Downtown Manhanttan. Os habitantes de Upper Town (onde eu estava hospedada, mesmo á entrada de Harlem) são mais rudes e estão-se nas tintas para a ideia de“ Ajudar o próximo” – nesta zona, existem mais hispânicos e negros. Acho que falei mais espanhol do que inglês! Descobrir uma loja onde o vendedor percebesse inglês revelou-se problemático. Downtown é completamente diferente, pessoal amigável, disposto a ajudar e orgulhosos da cidade onde vive. Há todo aquele culto de, após um dia de trabalho, relaxar, fazer jogging e passear os cães no Central Park. 

 Até o modo de falar é diferente em ambas as cidades. Em L.A é uma forma de falar mais pausada do género “Relax”, em Nova Iorqueé uma linguagem mais rápida, carregada nas vogais e onde se distingue um residente de New Jersey, Brooklyn e Manhattan. 

 Em questões de segurança, ao contrário do que se prega. Nova Iorque é uma cidade segura. Andei sozinha pelo Central Park e estive na estação de metro de Harlem às 11 da noite! Ok, enganei-me no metro, apanhei o expresso que saía um quarteirão acima da rua onde queria ir. Escusado será de dizer que não repeti tal proeza e corri o mais depressa que um corpo, com uma mala de 25 quilos às costas, pode correr em direcção do hostel. 

 Em L.A, houve um maior receio de andar na rua. Os condutores da cidade dos anjos são completamente passados dos carretos. Andar de carro é um género de montanha russa! Em L.A basta estar numa rua abaixo ou acima e é um mundo completamente diferente. Em Nova Iorque existem zonas más, mas são zonas e não ruas paralelas. Actores, gente famosa, não vi, mas não foi por isso que quis viajar para Los Angeles. Mais facilmente me entusiasmo com o chão, edifícios, monumentos, estúdios do que com a visão de estrelas de cinema. Mesmo no autocarro, quando perguntava ao motorista qual era a paragem mais próxima dos Estúdios da Paramount perguntavam logo “So, you want to be a star?!” Não, é mesmo para ver o Estúdio (DUH). Definitivamente, em L.A, quem não tem carro, não é ninguém...

Los Angeles

Wednesday, April 19, 2000

Flying home...


Para comprovar que o Marco não se cinge a enviar mensagens de escárnio e mal dizer, eis o sms que enviou quando lhe entreguei o presente que trouxe no Museu do Cinema:

"Só mesmo para agradecer-te pela claquete, estava aqui a ouvir a Jewel e senti uma estranha força libertada deste objecto mágico trazido das terras dos sonhos. E isso fez-me acreditar...Obrigado"

No regresso a casa, aproveitei a longa viagem entre L.A- NYC- Lisboa para registar as peripécias de viagem em formato carta para o Marco. Acho que o cansaço acabou por vencer-me e não completei, ficando a meio de Staten Island...







Tuesday, April 18, 2000

KICK ASS VACATION: Day #23

Paramount Studios

Depois dos Estúdios da Universal, estava com expectativas altas para a Paramount. Como estava sozinha no grupo, um dos guias, um coreano muito simpático, meteu conversa comigo perguntando "So, you're out of town?!" Eu sorri e disse"Out of country!...I'm from Portugal." Ele ficou abismado e pareceu não acreditar: "Man, I've lived here for 6 years and you speak english better than me!". . Deram-me uma pulseira e fizemos o percurso a pé com um guia newbie que pareceu-me infinitamente aborrecido. A última extensão da tour foi a melhor. Foi possível ver o set exterior da Ally McBeal, onde estavam a filmar uma cena com uma Brigada de Bombeiros. Metemos conversa com dois extras. Confessaram-nos serem verdadeiros bombeiros contratados para garantir a segurança no set. "We're not really stars" gracejaram. Confesso que toda a atitude, tipicamente 'L.Aiana' "não somos ninguém se não formos estrelas de hollywood" irrita-me um pouco e após assistir ao desmorecimento de entusiasmo por parte do meu grupo, saliento: "You guys are the real thing! You're heroes". Estavam assim garantidos mais uns segundos de fama para os srs bombeiros...

Num dos portões, onde aguardavamos entrar para a sala de visionamento para assistir a uma introdução, notamos grande comoção, com pessoal por detrás dos portões a gritar palavras de manifesto com vassouras, esfregonas e baldes na mão. Nenhum dos guias mencionava o que se passava, apenas um comentário sarcástico como foram eles que colocaram o video de introdução ao contrário. Só muito mais tarde, percebi que era uma greve dos funcionários de limpeza, que foi documentada no filme de Ken Loach "Bread and Roses", onde actores se infiltraram nas manifestações. Adrien Brody fazia parte dos infiltrados, acabadinho de estrear de Summer of Sam. Pena, não me ter cruzado com ele.


Para o fim estava reservado; o banco onde Forrest Gump se sentou e o parque de estacionamento que, em horas de necessidade, se transforma em mar - com direito a céu azul estampado na gigantesta tela. A última vez que encheram o tanque (aka parque de estacionamento) foi para filmar " The Thurman Show". Curiosa, foi a informação de que os portões da Paramount guardavam um ritual que todos os jovens actores /realizadores,guionistas etc. haviam experimentado. Consistia em colocar a mão direita no portão e dizer "I'm ready for my close up Mr. DeMille". Quem o fizesse, teria sucesso garantido.Pelo sim, pelo não, experimentei...

Segundo o mapa, o cemitério Hollywood Memorial Park estaria por detrás dos Estúdios da Paramount. Pensei para com os meus botões "É só um quarteirão!" Nesse dia descobri que os quarteirões de Nova Iorque não têm NADA a ver com os quarteirões de L.A / Hollywood. São mais extensos e bizarros. À saída da Paramount, mais contínuos em piquete de greve (desconhecia as suas revindicações mas pareciam bastante "pissed off"). Do outro lado do quarteirão, nenhuma viva alma sabia falar inglês ou o 'paradeiro' do tal cemitério. As ruas de Hollywood são, um pouco, como o portal da série "Stargate" - nunca se sabe o que nos espera do outro lado...


De regresso a casa percorri, mais uma vez, a Hollywood Bl. em busca de souveniers e postais. Encontrei um postal de um mural que é paragem obrigatória em Hollywood. No verso lia-se a localização como sendo uma transversal da Hollywood BL. Já havia passado várias vezes naquela rua e não tinha visto o mural que ilustra uma sala de cinema cujos espectadores são famosas movie stars (passado e presente). Lembro-me de ouvir a Guida dizer que a Hollywood BL. é o equivalente a ir de Lisboa a Santarém em linha recta e com essa informação em mente, optei por perguntar ao empregado da loja onde era aquela transversal. Sorte a minha, era no quarteirão abaixo. Uff.

Monday, April 17, 2000

KICK ASS VACATION: Day #22

Big Bear Lake and River

That's California for you! Num dia estamos na praia com um sol esplendoroso, no outro dia estamos a viajar por entre uma tempestade de neve que nos obrigou a andar em câmara lenta na estrada devido ao granizo que fazia o alcatrão escorregadio. Dentro do carro, eu pedia a todos os meus santinhos que não me deixassem morrer num país estrangeiro - "In a Snow Storm in bloody California..." Quando chegamos ao destino não havia muito para ver no meio da neblina e mau tempo, mas tivemos a nossa cota parte de divertimento nas lutas de bolas de neve...







Sunday, April 16, 2000

KICK ASS VACATION: Day #21

Huntington Beach (Pier & Boardwalk)



O meu plano era passar pela Venice Beach, mas o Ramzi depressa pôs de lado esse plano ao chamar a praia de "Shitty Place". Foi posto em prática o Plano B: Huntigton Beach em Anaheim. As praias, basicamente, são todas iguais at the southern california coast line. Há um pontão, uma dúzia de surfistas e jogadores de voleibol, mais uns quantos banhistas e uma feira que vendia uns hilariantes bonecos feitos de amendoim. Ah, e a visão longínqua da Ilha de Catalina. Fez-me lembrar o filme "Point Break". Infelizmente não encontrei nenhum Keanu Reeves, mas foi agradável.

Video day: “Primal Fear” & “Beautiful Girls”

Parece piada mas, alugar um filme em Anahein custa a módica quantia de 1 dólar! Não há dúvida, "We're in Movie Land!"

Saturday, April 15, 2000

KICK ASS VACATION: Day #20

Hang out day

Dia de descansar do stress de apanhar transporte para L.A e relaxar na casa da Myrna a escrever postais. Contudo houve  Movie Night, no cinema AMC, com o filme estreia de Edward Norton como realizador “Keeping the Faith”. Mais uma vez, Norton, a brindar a minha visita à La La Land.




Friday, April 14, 2000

KICK ASS VACATION: Day #19

Para ilustrar a ideia de como passear pela baixa de Los Angeles é “uma aventura” basta descrever o percurso do “infamous” autocarro 460 vindo de Anaheim (o tal autocarro que demora 2h a chegar a L.A por parar em todas as "estações e apeadeiros"). A primeira paragem na baixa é a sede dos “Peace Corps” (um género de Sta. Casa da Misericórdia) mesmo ao virar da esquina do Million Dollar Hotel

com população tão decadente quanto aquela que vimos no filme com o mesmo nome. O tal Hotel onde os U2 gravaram o videoclip “Where the Streets Have no Name”. O mesmo hotel que alberga “o resto do Mundo” como diria o Gabriel o Pensador: toxicodependentes, doentes de SIDA sem seguro médico, doentes mentais etc.. Sair naquela paragem seria o equivalente a aparecer nos caixas de leite com o título: "Missing". Contudo, duas paragens mais à frente, cruzamento da 6th com a Hill St. Ao atravessar a estrada, deparo com uma detenção,‘on the spot’, de um indivíduo que ao ser algemado, olhou directamente para a mim. Senti-me teletransportada para a série “Cops”. Já no cruzamento da Broadway (apenas uma rua acima), os transeuntes que circundavam eram bem mais hostis. Comecei a temer pela minha segurança. Precisava saber onde raio apanhava o autocarro por isso dirigi-me a um daqueles polícias de bicicleta,o que me pareceu ser a opção mais segura,  para perguntar como chegar até à Hollywood Bl.

“Why would you want to go there?! That’s a bad place.”
inquiriu enquanto olhava fixava a cruz celta que tinha ao pescoço.“...That’s a nice necklace you have there”

Por um momento pensei que UM polícia ía assaltar-me ali mesmo e apenas balbuciei um nervoso “Its not silver!”

Para ser sincera, não tomei atenção à explicação do polícia. Disse, "thanks" e pisguei-me para a estação de metro mais próxima. Impossível, as estações do recente metro de L.A serem mais assustadoras que as velharias de Nova Iorque. THINK AGAIN! Por mais esteticamente imaculadas que as estações fossem, depressa percebi que quem utiliza os transportes públicos em L.A são aqueles que não têm carro (por escolha ou por falta de poder monetário). Longos e desertos corredores transformaram-se em corredores do terror. Era tudo uma questão de estar na estação "certa".

WALK THE WALK 
Hollywood Bl. Walking Tour


Hollywood Entertainment Museum


Hollywood pode ser sinónimo de glamour, star power e sofisticação porém, nenhuma dessas qualidades habitavam na Hollywood BL. Li algures que era o desejo da Câmara Municipal transferir a área teatral (outrora na Broadway da baixa Los Angeles)de novo para Hollywood Bl. A construção de um novo Teatro / Centro Comercial que será a nova casa da Cerimónia dos Óscares (mesmo ao lado do Chinese Theater), é o ponto de partida de um plano que visa reabilitar aquela zona. Do cruzamento da Vine St. até à Highland ainda é visível a réstia da herança da era dourada de Hollywood, para quem passeia a pé, o sítio mais seguro é mesmo o cruzamento "ensandwichado" entre o Mann's Chinease Theater e o precioso Hollywood Entertainment Museum. Gostei tanto da visita guiada ao museu que até fui duas vezes. Ali sim, respira-se cinema genuíno, próprio para cinéfilos.

Bonaventure Hotel & Bar

Andar a pé pela cidade, à noite, seria meio caminho andado para aparecer no obituário dos jornais do dia seguinte. Felizmente, o casal Gregory levou-me até ao Bonaventure Hotel (o mesmo de “Strange Days”) e, lá de cima, no bar cujo chão rodava em 360 graus, podemos vislumbrar a Cidade dos Anjos, iluminada em todo o seu esplendor.


Thursday, April 13, 2000

KICK ASS VACATION: Day #18

UNIVERSAL STUDIOS & CITY





Tram Tour
Waterworld
Terminator 3D
Back To The Future Ride
E.T Adventure
Backdraft





Wednesday, April 12, 2000

KICK ASS VACATION: Day #17

ANGEL WALK – downtown L.A


Não interessa qual a cidade onde estamos, a baixa é sempre o sítio mais interessante para visitar. L.A é escassa em pormenores históricos relevantes (afinal de contas, o sul da Califónia era um grande pomar de laranjeiras) contudo, valiosa em termos arquitectónicos. O facto da baixa ser o cenário de inúmeros filmes, aumenta o grau de interesse, certo? Era a primeira vez que a Myrna (a viver a 2 horas de Los Angeles desde 1999) punha os pés downtown mas a minha exaustiva pesquisa pelo Visitor's Center e internet deu-me a conhecer uma brochura excelente denominada Angel Walk.

aFine Arts Building 
aPublic Library 
aLibrary Tower
aBunker Hill Steps 

Gas Company Tower and Mural

 Demorei algumas horas a perceber o que havia de tão familiar no Gas Company Tower e o topo do edifício do mural mas a memória de cinefilo não se engana. A cena de resgate do elevador de "Speed" foi filmada no exterior. Bingo! Idém, idem, aspas, aspas para o Plaza Orchard: cena do dia de folga de Richard Gere em Pretty Woman.

aYMCA & the Westin Bonaventure Hotel 
aThe Plaza Orchard 
aFood Court /Angels's Flight 
                                                                                          

aGrand Central Market
aBradbury Building 
aMillion Dollar Theater 
aDorothy Chandler Pavillion 

O meu deslubramento por edifícios e estruturas arquitectónicas, directa ou indirectamente ligadas ao cinema deveria ser razão suficiente para a introdução de um novo anglicismo descrevendo indivíduos extasiados com edifícios - site stalkers! Fotografei 3 vezes em 3 cruzamentos diferentes, um edifício que jurava a pés juntos ser importante. O Dorothy Chandler Pavillion, foi, na década de 80 e início dos anos 90, a sala de espectáculo anfitriã da Cerimónia dos Óscares (e um edifício bastante jeitoso!)

aPershian Square 
aRegal Bilmore Hotel 






Tuesday, April 11, 2000

KICK ASS VACATION: Day #16

Movieland Wax Museum

Sair de Anaheim para Los Angeles de transportes públicos revelava-se uma tarefa tão complicada e extenuante que optamos por visitar um museu próximo da casa da Myrna. O resto do dia foi passado em frente do computador, tentando descobrir "how the hell would I commute to L.A". O Metro Trip Planner tornou-se a mais importante ferramenta de pesquisa e, segundo "este" seriam precisos dois AUTOCARROS, duas diferentes redes de transporte (#50 da OCTA - Orange County e #460 MTA - Los Angeles) e 2 horas de viagem!

Monday, April 10, 2000

KICK ASS VACATION: Day #15

Griffith Park & Griffith Observatory


Era o dia de folga do Ramzi (marido da Myrna) e ele disponibilizou-se para nos levar a Hollywood - digamos que conduzir em L.A revela a road rage que há em cada pacato condutor. Uma manobra perigosa de umwiseass em Hollywood Bl, levou o Ramzi a perseguir o fulado em alta velocidade empunhando uma chave de fendas pela janela berrando "I'M GONNA FUCK YOU UP!" - Àparte desta pequena amostra de condução, o meu primeiro dia em L.A foi excelente!


Primeira paragem, Griffith Park Observatory onde pude assistir, inloco, a um fenómeno nada natural mas parte integrante da condição metereológica daquela cidade - SMOG! Infelizmente o Observatório estava fechado por ser segunda feira mas fiquei deslumbrada com a visão das Hollywood Hills ser tal e qual a da Fonte da Telha a 15 minutos da minha casa. A única diferença sendo o mercado imobiliário bem mais vistoso com letras enormes que soletram H O L L Y W O O D. Confesso que tactear o corrimão do terraço do Observatório com lascivos movimentos murmurando "o Keanu Reeves já tocou neste mesmo corrimão hummmmm", foi outra das razões do deslumbramento. O videoclip "Rush Rush" da Paul Abdul, lembram-se?


HOLLYWOOD SELF GUIDED TOUR
(Hunting for) The Hollywood Sign

Hilariante a maneira como 9 singelas letrinhas são a causa de perigosas manobras rodoviárias em busca do perfeito photo spot. O mesmo não se pode dizer do Man's Chinease Teather, com tanto pé, mão, sombra, ténis, chinelos, dedões e japoneses a fotografar cada milimetro, não existe nenhum photo spot!

aMan’s Chinese Theater
aWalk of Fame
aBervely Hills & Rodeo Drive


Whilshire Bervely Regent

Imaginava Rodeo drive como uma rua sofisticada onde imensas senhoras da alta sociedade pavoneavam com os seus sacos de roupa comprados nas melhores lojas. O que vi: dezenas de turistas com roupa prática, alguns pés de chinelo e uma manifestação de contínuos a gritar "No Justice, No peace!". Vi igualmente um hotel que, por estranho que pareça era bastante familiar. Não era estranho, era o hotel que serviu de location para o filme "Pretty Woman".

Sunday, April 09, 2000

Trip to Los Angeles

Saí de Nova Iorque num cinzento dia de neve. A caminho do aeroporto, pela centésima vez, uma turista pedia-me direcções.A minha resposta de sempre: "I don't know, I'm a tourist but I think its that way..." O meu plano de disfarçar o estatuto de turista, pelos vistos, resultara. Foram-me colocadas questões de direcção em 3 idiomas diferentes: inglês, espanhol e italiano - logo eu (em qualquer lingua) sem qualquer sentido de orientação.

Às 13h era recebida no LAX de Los Angeles pela minha eterna companhia de tea and cheese toast, Myrna, e esplendorosos 24 graus C.

Saturday, April 08, 2000

KICK ASS VACATION: Day #13




O plano para o último dia em Nova Iorque - Museus, Museus, Museus! Uma chuva miúdinha caíu quase todo o dia, porém, eu não dei por isso pois passei 7 horas no Museu de História Natural (e nem sequer visitei o 2º e 3º andar). Pela primeira vez, visitei um planetário, digno da palavra WOW!, com uma espectacular sessão narrada pelo Tom Hanks. Adorei! Pena, não ter tido a oportunidade de visitar o American Indian Museum e o Metropolitan, como estava agendado. Bem me avisaram que 3h seriam insuficientes para ver o Museu...













Friday, April 07, 2000

KICK ASS VACATION: Day #12

TIMES SQUARE WALKING TOUR


Adoro as Walking Tours. De longe, bem mais interessantes que a experiência open deck tourist bus tours e são grátis. Existe uma para cada dia da semana e tive pena de não puder assistir a todas elas. O Visitor's Center da Time's Sq. proporcionou-se um santo cantinho.

Broadway – the Theater District
Hell’s Kitchen
The “FlatIron” Building
Strawberry Fields (Central Park)

Outro email "muito simpático" do Marco... 😏😆

"Pois é...

Afinal, quando é que deixas Nova Iorque?Já começo a ficar farto de ti...blá blá blá Empire State Building blá blá blá Estátua da Liberdade blá blá blá Central Park blá blá blá THE SOUP NAZI..YOU FUCK! Devias ser violada por um preto maior do que o John Coffey do "Green Mile".

Por aqui, o ponto alto dos últimos dias foi o visionamento do "Magnolia", que até ao momento detém a liderança de melhor filme do ano."
(...)


Thursday, April 06, 2000

KICK ASS VACATION: Day #11

BOWLING GREEN WALKING TOUR

O nosso guia era um gajo cara chapada do Michael Stipe com as calças mais amarrotadas que alguma vez vislumbrei nas pernas de um homem (passar a ferro devia ser algo que este jovem estudante claramente, desconhecia).Slob or not foi uma óptima tour. Um pormenor interessantíssimo: a Trinity Church ("once the talest building in NYC") encontra-se, literalmente, no meio da Wall Street e, o seu cemitério foi o único que escapou a ser transportado para fora da cidade. Ou seja, é o único cemitério em Manhanttan. Outro pormenor interessante, a antiga U.S Custom House (agora, Museum of the American Indian) havia sido um orfanato e um palácio antes de ser o local (após o Castelo Clinton) onde os emigrantes eram registados.

a U.S Custom House (Museum of the American Indian)
a Financial District


Statue of Liberty and Liberty Island

O Rodrigo foi comigo até à Estátua, mas despachamo-nos tarde e nem sequer pudemos subir até à Corôa, ou mesmo, passar pela Ellis Island - o último barco era às 17h. Claramente, um erro de planeamento. Desconhecia que apenas os visitantes que chegassem até às 9.30 da manhã poderiam subir à Coroa (de outro modo ficariam 'assados' pelo calor). Durante o resto do dia, chateei o Rodrigo com o meu desapontamento por não subir á Estátua da Liberdade. A pesar desse precalço, adorei visitar o Museu onde, para além dos modelos e planos de construção da Sra Liberdade, continha as impressões, cartas e postais daqueles que, pela primeira vez, chegavam a Nova Iorque( desde o século XIX até à década de 80 do século XX. Adoro edifícios onde se sente a vibração histórica.

aSt Patrick’s Church
aRockefeller Center
aTimes Square

Wednesday, April 05, 2000

KICK ASS VACATION Day #10

aGreenwich Village
aWashington Square
aLa Guardia Plaza


Neste dia não tinha um plano definido, ouvi maravilhas do West Side e passei por lá. Bairros muito simpáticos, calmos, com casas antigas lindíssimas. Achei curioso os parques exclusivos para cães. Esta é uma boa altura para falar no melhor de Nova Iorque em termos culinários - o mítico bagel com creme de queijo e o enorme chocolat chip cookie. Respectivamente, o meu almoço e lanche.

Por esta altura, já tratava o metro por tu e andava pela cidade como uma nova-iorquina. Os turistas achavam o mesmo pois perguntavam-me constantemente por direcções. Diferentes nacionalidades.

Central Park

Optei por voltar ao Central Park e percorrer a outra metade do parque. No final do dia, largas dezenas de pessoas passeiam pelo Central Park para fazer jogging, andar de bicicleta, jogar, passear o cão. Puxei conversa com um britânico a viver em Nova Iorque, cuja profissão é - passear cães! Diz que cobra 20 dólares por cão e pelas minhas contas, pelo número de trelas que segurava em ambas as mãos, correspondia a 200 dólares. Se instituíssem esta profissão em Portugal, estava RICA!


Brooklyn Bridge

À saída do metro, andei às voltinhas à procura da entrada para peões na Ponte de Brooklyn. Pelo caminho encontrei uma acesa manifestação com prisões à mistura.Pelo que percebi, a brutalidade policial estava na berlinda. Rumei para a ponte de Brooklyn para desfrutar a extraordinária vista. A sul: World Trade Center e o Financial District, a norte: as pontes de Manhantan e Williamsburgh. Um quilómetro e meio de espaço exclusivo para peões, bicicletas e skaters. O frio e o cansaço impediu-me de chegar até ao lado de Brooklyn. O sol estava prestes a pôr-se e essa era a altura perfeita para visitar o Empire State Building.









Empire State Building
Este foi, sem dúvida, o dia mais preenchido. Terminou com la piéce de resistance - o (mítico) Empire State Building ao pôr do sol. Subir, foi rápido. Descer, mais devagar que um caracol. Tive o azar de partilhar a minha visita com um (barulhento) grupo de finalistas franceses que me seguiram até ao pico da torre de observação. A vista lá de cima é espectacular, o vento é terrivelmente gélido mas aguentei o máximo que pude. Gostei muito de conversar com um dos funcionários, um velhote que falava do Empire State como se fosse um dos seus netos. São estes pequenos pormenores que fazem do Empire State uma experiência bem mais aliciante que o World Trade Center (que cobra um preço exorbitantemente caro...)

Tuesday, April 04, 2000

KICK ASS VACATION Day #9

Times Square Visitor’s Center

O Visitor's Center na 42nd passou a ser o local de eleição para o envio e leitura de emails. 10 minutos grátis. O suficiente para mandar sms via email e receber notícias de pessoas com caso grave de "dor de cotovelo". Veja-se o email "amigável" lol do Marco...


"Pronto, se fazes questão que te responda...
OLÁ!!!!!!
TUDO BEM?

Obrigado pelo programa da Cinemateca...Quando puder corresponder aos requisitos necessários para ler o teu outro email, faço-o.

Então como vão os americanos? Ouvi dizer que estavam em guerra com o Canadá! É verdade.
Bem, vou mas é trabalhar...

Ah, é verdade, a Guida telefonou-me para saber novidades. Disse-lhe que não tinha, que provavelmente te tinha acontecido alguma coisa. Ah, é verdade - outra vez - ,vi uns cães mortos no meio da estrada muito parecidos com os teus..."


Staten Island Ferry



Snug Harbor


Não tinha nada planeado para este dia. Li, algures, que o Staten Island ferry era grátis e que o Snail Harbour tinha jardins muito bonitos. Foi uma viagem muito agradável.

Monday, April 03, 2000

Back to New York...





A chegada à Penn Station de Manhattan estava marcada para as 23h. Não era uma hora propícia para ir de metro até à fronteira de Harlem. A mãe da Margaret implorou-me para que tomasse um taxi, ao mencionar que ia de metro para o hostel. Quando cheguei e via as ruas semi desertas, ainda considerei a hipótese, mas a minha alergia aos taxis e uma rápida contagem do dinheiro que tinha, determinou a minha decisão. Metro, aqui vou eu! Se estava apreensiva com a viagem, pior fiquei quando percebi que o metro que apanhei era o expresso que apenas pára em Harlem. Imagens de filmes policiais, com homicídios e lutas de gangs passaram pela minha cabeça enquanto percorria a estação. Os únicos passageiros ali eram 3 negros, aparentemente um de cada religião pois esse era o tema de conversa. Suspirei de alívio. Estes pacíficos indivíduos não tinham aspecto de assassinos/ violadores em série...

Sunday, April 02, 2000

KICK ASS VACATION Day #7

Niagara Falls and Lake