LONDON CALLING Captain's Log
...Travelling since 1997... ·Tripspotting s. [tripspפּtiŋ]: The act of travelling through your memory using travel logs, diary entries, postcards, photographs, emails, letters, brochures and images… ·Tripspotting No ponto de vista da Guida: "Olha, o Tripspotting é a versão portuguesa do Travelling Oncle Matt dos Fraggles!" Nem mais... BEM-VINDOS A BORDO!
backpacking my way through...
Saturday, March 06, 2004
Friday, March 05, 2004
LONDON CALLING Day #7
THE LAST MILE
Não sei bem como, mas consegui levantar-me cedo, fazer check out e, com uma mala de 11 kl + 5, subir 311 degraus do Monument, elevar-me uma porrada de metros no London Eye, escapulir-me para a exposição fotográfica “Earth from the Air” do Natural History Museum e estar no aeroporto às 14.30.
Ainda houve tempo para discutir com o homem do raio x que teimava em meter rolos de 1600 na máquina. Lá me fez a vontade, mas não sem, antes me dar um sermão sobre como as máquinas de Heathrow estão preparadas para receber rolos até sensibilidade 3200 sem dano.
Lisboa estava com tempo tão sombrio quanto aquele que deixei em Londres mas
There’s no place like home! Lá dizia a Dorothy e com razão.
THE END
Não sei bem como, mas consegui levantar-me cedo, fazer check out e, com uma mala de 11 kl + 5, subir 311 degraus do Monument, elevar-me uma porrada de metros no London Eye, escapulir-me para a exposição fotográfica “Earth from the Air” do Natural History Museum e estar no aeroporto às 14.30.
Ainda houve tempo para discutir com o homem do raio x que teimava em meter rolos de 1600 na máquina. Lá me fez a vontade, mas não sem, antes me dar um sermão sobre como as máquinas de Heathrow estão preparadas para receber rolos até sensibilidade 3200 sem dano.
Lisboa estava com tempo tão sombrio quanto aquele que deixei em Londres mas
There’s no place like home! Lá dizia a Dorothy e com razão.
THE END
Thursday, March 04, 2004
LONDON CALLING Day #6
PERFIL DE UM PÉ DE CHINELO
Confesso que a minha estadia neste particular hostel não foi das melhores experiências pois, o quarto 93, (de 12 camaratas!) devia de ser conhecido como “A Casa da Mãe Joana” e pessoas entravam e saíam a horas estranhas, as luzes estavam quase sempre apagadas, 2 filhos da mãe ressonavam, era um cheiro que não se podia e eram quase todos Labregos. Para completar o quadro, o quarto era por cima da common room de onde saía música a altos berros que se ouvia até à uma da manhã (Hey!Clap Clap) e ainda, os já considerados residentes no hostel estavam a ser constantemente postos no tal quarto 93. E, lucky me, um desses residentes veio a revelar-se um...(tá claro!)...pé de chinelo. Apesar de bastante camuflado e contido, lá se revelou no último dia na minha estadia.
Eis o seu perfil, comparando dois espécimen que, embora possam ser adequados ao epíteto de “pé de chinelo”, apenas, um deteve essa classificação.
Vejam o exemplo do Bosniano, Venic (penso que era esse o seu nome). Este jovem, que vive na Suécia deste a fuga do seu País Natal devido à Guerra. É divertido, conversador e tinha sempre uma piada ou histórias interessantes para contar. Gostei particularmente do momento em que estávamos no corredor à porta do quarto, sentadinhos no chão e um casal, bastante dread, entra pelo corredor e pergunta se o duche está vazio. Não estava.
Diz o nosso conhecedor Venic, “They were looking for the shower to Jiggy Jiggy!” Deixo para vocês, a decifração dessa expressão...Continuamos a conversa, tendo como banda sonora o 'bater o couro' do tal americano dread, com a gaja de país desconhecido, igualmente dread, com dúvidas se deveria jiggy jiggy com o tal americano que parecia um filosofo dread paz e amor, mas de onde saíram, mais tarde, frases como: “Yeah baby, lift that thing little dude”...
E, mais tarde, foi mesmo quando, o mesmo casal, invadiu o corredor de novo, dirigindo-se para o outro duche, bem mais minúsculo, adjacente ao WC, deixando a mim e ao Venic, sem pio a olhar um para o outro com a expressão “Hein?!”
“Maybe we should give them privacy!” disse eu.
“Maybe they should give US privacy!” replicou o Venic
Lá ficamos, esperando que eles seriam discretos e silenciosos (RIGHT!)
A gaja não parecia muito convencida dos aposentos, mas o dread americano lá se desdobrou em justificações.
“Look, this is a cool shower with open doors, see? And a cool nice toilet seat!”. A rapariga parecia convencida mas segundos depois ouvimos do ‘smooth american’ um pujante “Holy shit! Fuck! What the Hell”. Irrompeu dali para fora, deixando a gaja lá plantada no assento da sanita.
Durante minutos eu e o Venic congeminamos razões para abrupta fuga. Teria a gaja o período?! Seria hermafrodita?! Porque, o smooth american voltou, concluímos que a razão mais provável seria a busca de um preservativo. E lá ficaram eles, dentro do duche, mas, ao contrário do que pensávamos, não eram nada silenciosos e ouviu-se tudo.
Chegavam pessoas ao corredor para ir à outra casa de banho, quando um dos empregados do Hostel chega e pergunta
“Is there someone here?”
“There one person there, two people here!”- Indagamos.
“Jiggy Jiggy!” finalizou o Venic
Já no quarto, quando eu estava a fazer a mala, o Venic perguntou se tinha namorado em casa. Disse que não, ao que ele respondeu:
“Hey you can have a boyfriend right here!”
Este podia ser um momento pé de chinelo, mas não foi porque o Venic era um porreiraço que se despediu de mim com um abraço e um “all the best for you!” Ah, e ofereceu um pózinho cor de laranja que, ou eram vitaminas, ou cocaína cor de laranja, mas era bom misturado com água!
Vejamos agora o exemplo do Abu, indiano de origem (os indianos adoram-me!). Muito simpático, muito prestável. Muito contente de me ver sorrir para ele. Devia de ter desconfiado que isso ia dar problema, mas durante a estadia não deu até ao momento que, quis despedir-se e tomou o meu beijo na cara como outra coisa que fingi não perceber quando ele disse “Do you want to take a walk outside!”
Este SIM – Pé de chinelo que não teve hipótese pois pus-me a andar o mais rápido possível para o quarto anunciando – I’m going to sleep!”
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
(nojo, nojo)
Outro ocupante do quarto 93, outro smooth american, cara chapadea do Chad Smith dos Red Hot Chilli Peppers, batia o couro a todas as estrangeiras que mal falavam inglês com pick up lines como: “Let’s talk about philosophy”, “Have you ever tried Viagra?!”
Very smooth...
Confesso que a minha estadia neste particular hostel não foi das melhores experiências pois, o quarto 93, (de 12 camaratas!) devia de ser conhecido como “A Casa da Mãe Joana” e pessoas entravam e saíam a horas estranhas, as luzes estavam quase sempre apagadas, 2 filhos da mãe ressonavam, era um cheiro que não se podia e eram quase todos Labregos. Para completar o quadro, o quarto era por cima da common room de onde saía música a altos berros que se ouvia até à uma da manhã (Hey!Clap Clap) e ainda, os já considerados residentes no hostel estavam a ser constantemente postos no tal quarto 93. E, lucky me, um desses residentes veio a revelar-se um...(tá claro!)...pé de chinelo. Apesar de bastante camuflado e contido, lá se revelou no último dia na minha estadia.
Eis o seu perfil, comparando dois espécimen que, embora possam ser adequados ao epíteto de “pé de chinelo”, apenas, um deteve essa classificação.
Vejam o exemplo do Bosniano, Venic (penso que era esse o seu nome). Este jovem, que vive na Suécia deste a fuga do seu País Natal devido à Guerra. É divertido, conversador e tinha sempre uma piada ou histórias interessantes para contar. Gostei particularmente do momento em que estávamos no corredor à porta do quarto, sentadinhos no chão e um casal, bastante dread, entra pelo corredor e pergunta se o duche está vazio. Não estava.
Diz o nosso conhecedor Venic, “They were looking for the shower to Jiggy Jiggy!” Deixo para vocês, a decifração dessa expressão...Continuamos a conversa, tendo como banda sonora o 'bater o couro' do tal americano dread, com a gaja de país desconhecido, igualmente dread, com dúvidas se deveria jiggy jiggy com o tal americano que parecia um filosofo dread paz e amor, mas de onde saíram, mais tarde, frases como: “Yeah baby, lift that thing little dude”...
E, mais tarde, foi mesmo quando, o mesmo casal, invadiu o corredor de novo, dirigindo-se para o outro duche, bem mais minúsculo, adjacente ao WC, deixando a mim e ao Venic, sem pio a olhar um para o outro com a expressão “Hein?!”
“Maybe we should give them privacy!” disse eu.
“Maybe they should give US privacy!” replicou o Venic
Lá ficamos, esperando que eles seriam discretos e silenciosos (RIGHT!)
A gaja não parecia muito convencida dos aposentos, mas o dread americano lá se desdobrou em justificações.
“Look, this is a cool shower with open doors, see? And a cool nice toilet seat!”. A rapariga parecia convencida mas segundos depois ouvimos do ‘smooth american’ um pujante “Holy shit! Fuck! What the Hell”. Irrompeu dali para fora, deixando a gaja lá plantada no assento da sanita.
Durante minutos eu e o Venic congeminamos razões para abrupta fuga. Teria a gaja o período?! Seria hermafrodita?! Porque, o smooth american voltou, concluímos que a razão mais provável seria a busca de um preservativo. E lá ficaram eles, dentro do duche, mas, ao contrário do que pensávamos, não eram nada silenciosos e ouviu-se tudo.
Chegavam pessoas ao corredor para ir à outra casa de banho, quando um dos empregados do Hostel chega e pergunta
“Is there someone here?”
“There one person there, two people here!”- Indagamos.
“Jiggy Jiggy!” finalizou o Venic
Já no quarto, quando eu estava a fazer a mala, o Venic perguntou se tinha namorado em casa. Disse que não, ao que ele respondeu:
“Hey you can have a boyfriend right here!”
Este podia ser um momento pé de chinelo, mas não foi porque o Venic era um porreiraço que se despediu de mim com um abraço e um “all the best for you!” Ah, e ofereceu um pózinho cor de laranja que, ou eram vitaminas, ou cocaína cor de laranja, mas era bom misturado com água!
Vejamos agora o exemplo do Abu, indiano de origem (os indianos adoram-me!). Muito simpático, muito prestável. Muito contente de me ver sorrir para ele. Devia de ter desconfiado que isso ia dar problema, mas durante a estadia não deu até ao momento que, quis despedir-se e tomou o meu beijo na cara como outra coisa que fingi não perceber quando ele disse “Do you want to take a walk outside!”
Este SIM – Pé de chinelo que não teve hipótese pois pus-me a andar o mais rápido possível para o quarto anunciando – I’m going to sleep!”
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
PÉ DE CHINELO ALERT!!!!!!
(nojo, nojo)
Outro ocupante do quarto 93, outro smooth american, cara chapadea do Chad Smith dos Red Hot Chilli Peppers, batia o couro a todas as estrangeiras que mal falavam inglês com pick up lines como: “Let’s talk about philosophy”, “Have you ever tried Viagra?!”
Very smooth...
Wednesday, March 03, 2004
LONDON CALLING Day #5
LOST IN LONDON
Será possível haver uma só ocasião em que não ande estupidamente perdida a tentar encontrar um local por onde passei 3 vezes sem reparar?!?!? ARGH Sir John’s Museum mais parecia O País das Maravilhas e isso fez de mim uma Alice sem norte e sem rumo. Sensação equivalente no British Museum. Não seria mais inteligente pôr as múmias e parafernália egípcia toda numa só ala?! E onde arranjaram eles tanta múmia?!
Mais uma vez, enganei-me na casa de banho na British Library. Enquanto estou a lavar as mãos, vejo um senhor e sou capaz de jurar que é o homem que está errado e não eu.Afinal de contas não vislumbrei nenhum urinol quando entrei, mas, depois de uma discreta olhadela à esquerda, vejo a fila de urinois e sibilo um : “I think I’m in the wrong toilet...”
Odeio tripés! Devia de haver um modelo, estilo “Sport Billy” que se desdobrasse e montasse num carregar de botão. Os japoneses, que inventam tanta coisa idiota, (Tamagotshi...hello?!?!?) bem que podiam dedicar umas horas do seu tempo a construir tamanha maravilha. Primeiro que me despache a resgatar o dito tripé no meio de tanta tralha ao pescoço e montar aquela bodega, já passaram 10 minutos e volta e meia, vem um senhor dizer...”tem autorização para isso?!” ARGH. Houve mesmo um que, no exterior da National Gallery teimou: “You can’t use that in here” Estava na rua!!
Londres à noite é muito bonita, nessas alturas, o tripé, realmente, tem a sua utilidade...
Será possível haver uma só ocasião em que não ande estupidamente perdida a tentar encontrar um local por onde passei 3 vezes sem reparar?!?!? ARGH Sir John’s Museum mais parecia O País das Maravilhas e isso fez de mim uma Alice sem norte e sem rumo. Sensação equivalente no British Museum. Não seria mais inteligente pôr as múmias e parafernália egípcia toda numa só ala?! E onde arranjaram eles tanta múmia?!
Mais uma vez, enganei-me na casa de banho na British Library. Enquanto estou a lavar as mãos, vejo um senhor e sou capaz de jurar que é o homem que está errado e não eu.Afinal de contas não vislumbrei nenhum urinol quando entrei, mas, depois de uma discreta olhadela à esquerda, vejo a fila de urinois e sibilo um : “I think I’m in the wrong toilet...”
Odeio tripés! Devia de haver um modelo, estilo “Sport Billy” que se desdobrasse e montasse num carregar de botão. Os japoneses, que inventam tanta coisa idiota, (Tamagotshi...hello?!?!?) bem que podiam dedicar umas horas do seu tempo a construir tamanha maravilha. Primeiro que me despache a resgatar o dito tripé no meio de tanta tralha ao pescoço e montar aquela bodega, já passaram 10 minutos e volta e meia, vem um senhor dizer...”tem autorização para isso?!” ARGH. Houve mesmo um que, no exterior da National Gallery teimou: “You can’t use that in here” Estava na rua!!
Londres à noite é muito bonita, nessas alturas, o tripé, realmente, tem a sua utilidade...
Tuesday, March 02, 2004
LONDON CALLING Day #4
REALLY?!?!
Não aguento as pernas!
O muco do meu nariz é preto!
Está mesmo muito frio!
Os bengaleiros dos museus são grátis. Viva!
Não existe fruta em Londres.
Paguei 1£ por 1 maçã!!!!!!
Legumes, cadé?!
Comida vegetariana - uma pechincha
Os hambúrgueres vegetarianos da Linda MaCarthney são bons!
Os cães da Grã Bretanha são snobs!
Não aguento as pernas!
O muco do meu nariz é preto!
Está mesmo muito frio!
Os bengaleiros dos museus são grátis. Viva!
Não existe fruta em Londres.
Paguei 1£ por 1 maçã!!!!!!
Legumes, cadé?!
Comida vegetariana - uma pechincha
Os hambúrgueres vegetarianos da Linda MaCarthney são bons!
Os cães da Grã Bretanha são snobs!
Monday, March 01, 2004
LONDON CALLING Day #3
OCUPATION: Band Aid!
A ocupação de “Band Aid” devia de ser profissionalizada. A sério! Com cursos, aulas, estágios e carteiras profissionais. Devia até de ser um emprego ocupacional, assim estilo part time. Poderíamos escolher as bandas que quiséssemos, e fazer uma temporada de tournée com umas, e outra temporada com outras. Não teríamos um salário, mas sim as despesas pagas – estadia, refeições, transporte tal como os membros da banda pois as Band Aid estão ali para proporcionar inspiração, companhia e apoio aos membros da banda. Esqueçam as groupies, esqueçam o sexo – isso seriam actividades extra-curriculares que seriam da responsabilidade da executante. Imaginem ser tratada como um membro da crew, com todas as comodidades, não ter de esperar ao frio para entrar, ver o concerto de um sítio decente, ir às after show parties, ter acesso ao backstage sem limitações. Isso sim, é que seria um emprego porreiro com consequências positivas para o avançar da humanidade...
Imaginem, eu poderia escolher acompanhar a tour dos Pearl Jam, nos Estados Unidos, a Jewel pela Austrália, os Placebo na Europa, os Soul Asylum quando lhes dá na veneta dar concertos e, porque não– tudo num ano. Imaginem os resultados traduzidos em fotografias, artigos, entrevistas, photobooks, memorobilia, inspiração para canções and soi on and soi on.
Ah...sonhar é bom. Seria bem melhor que regelar o cu à porta da Brixton Academy à espera de saber como raio se entra para conseguir a acreditação fotográfica, esperar horas com a mala pesadíssima às costas, com matulões a meterem-se a tua frente sem dizerem “Excuse me” e estarem constantemente a invadir o teu espaço, empurrando-te até à saída de palco, onde se encontra a casa de banho. ARGH.
Não há nada como a nossa santa terra para ouvir concertos ao vivo! O público é melhor, está mais quentinho, sabemos como encontrar os nossos press connections e conhecemos os cantos à casa. Não voltar a escolher datas de concertos quando já passou 1 ano após o inicio da tour, pois a banda está mais zombie que outra coisa e nem se dá ao trabalho de comunicar com os desgraçados que estão, ao rubro, a assistir ao concerto.
Penso que houve uma altura em que o Brian Molko olhou para mim enquanto estava a tirar fotos e fez aquela expressão “You again, Jesus, fucking stalker!”, mas pode ter sido impressão minha....o frio glaciar faz partidas com o teu cérebro.
Regressada ao hostel, esperava-me alguns ilustres companheiros de camarata e um rapazinho, deveras simpático, que atenciosamente perguntou se o barulho da música incomodava os residentes do ‘infamous’ quarto 93. “That is so nice of you!?! repliquei. We actually do hear the noise but you were the first person polite enough to ask…” Estive mesmo para lhe dar um abraço, mas o meu sticker da acreditação fotográfica dos Placebo ofuscou-lhe a vista e o resto da estadia olhou para mim como uma deusa do rock! Ah! Nada mau quando demoramos 90 minutos a tentar chegar a casa vinda – regelada - da Brixton Academy.
A minha companhia no metro era bastante diversificada, gostei particularmente da rapariga ao meu lado de saia pela altura do pescoço, com meia de ligas e soutien de tal modo justo que parecia querer expelir a mama da sua copa. Tudo bem, que o metro até é quentinho, mas esta jovem donzela teve de enfrentar temperatura de –3 no exterior sem um casaquito à vista.
O sacrifício que se faz pelas bandas...
Antes de me ir deitar, ainda fui para a recepção ver o meu mail e ‘bater papo’ com o administrador do hostel, um iraquiano a modos que ‘radical’ com qual tive uma quase acesa discussão sobre a situação no Médio Oriente. Não há como contrapor a opinião de alguém que acha que “Saddam fez bem em matar aqueles curdos...depois do que eles fizeram a nós”. A pensar assim, muito em breve, A Terra ficará como mais um planeta onde já houve vida antes dos sacanas dos 'terrestres' se matarem todos.
Depois da conversa amainar, lá divulguei os meus planos de visita a um cemitério em Kensal Green. Todos olharam para mim, como se fosse uma necrófila. Não sei se, confessar que adorava visitar cemitérios anglo saxónicos e ter visitado 6, ajudou a apoiar o meu ponto de vista que era “perfeitamente normal visitar cemitérios”...
A ocupação de “Band Aid” devia de ser profissionalizada. A sério! Com cursos, aulas, estágios e carteiras profissionais. Devia até de ser um emprego ocupacional, assim estilo part time. Poderíamos escolher as bandas que quiséssemos, e fazer uma temporada de tournée com umas, e outra temporada com outras. Não teríamos um salário, mas sim as despesas pagas – estadia, refeições, transporte tal como os membros da banda pois as Band Aid estão ali para proporcionar inspiração, companhia e apoio aos membros da banda. Esqueçam as groupies, esqueçam o sexo – isso seriam actividades extra-curriculares que seriam da responsabilidade da executante. Imaginem ser tratada como um membro da crew, com todas as comodidades, não ter de esperar ao frio para entrar, ver o concerto de um sítio decente, ir às after show parties, ter acesso ao backstage sem limitações. Isso sim, é que seria um emprego porreiro com consequências positivas para o avançar da humanidade...
Imaginem, eu poderia escolher acompanhar a tour dos Pearl Jam, nos Estados Unidos, a Jewel pela Austrália, os Placebo na Europa, os Soul Asylum quando lhes dá na veneta dar concertos e, porque não– tudo num ano. Imaginem os resultados traduzidos em fotografias, artigos, entrevistas, photobooks, memorobilia, inspiração para canções and soi on and soi on.
Ah...sonhar é bom. Seria bem melhor que regelar o cu à porta da Brixton Academy à espera de saber como raio se entra para conseguir a acreditação fotográfica, esperar horas com a mala pesadíssima às costas, com matulões a meterem-se a tua frente sem dizerem “Excuse me” e estarem constantemente a invadir o teu espaço, empurrando-te até à saída de palco, onde se encontra a casa de banho. ARGH.
Não há nada como a nossa santa terra para ouvir concertos ao vivo! O público é melhor, está mais quentinho, sabemos como encontrar os nossos press connections e conhecemos os cantos à casa. Não voltar a escolher datas de concertos quando já passou 1 ano após o inicio da tour, pois a banda está mais zombie que outra coisa e nem se dá ao trabalho de comunicar com os desgraçados que estão, ao rubro, a assistir ao concerto.
Penso que houve uma altura em que o Brian Molko olhou para mim enquanto estava a tirar fotos e fez aquela expressão “You again, Jesus, fucking stalker!”, mas pode ter sido impressão minha....o frio glaciar faz partidas com o teu cérebro.
Regressada ao hostel, esperava-me alguns ilustres companheiros de camarata e um rapazinho, deveras simpático, que atenciosamente perguntou se o barulho da música incomodava os residentes do ‘infamous’ quarto 93. “That is so nice of you!?! repliquei. We actually do hear the noise but you were the first person polite enough to ask…” Estive mesmo para lhe dar um abraço, mas o meu sticker da acreditação fotográfica dos Placebo ofuscou-lhe a vista e o resto da estadia olhou para mim como uma deusa do rock! Ah! Nada mau quando demoramos 90 minutos a tentar chegar a casa vinda – regelada - da Brixton Academy.
A minha companhia no metro era bastante diversificada, gostei particularmente da rapariga ao meu lado de saia pela altura do pescoço, com meia de ligas e soutien de tal modo justo que parecia querer expelir a mama da sua copa. Tudo bem, que o metro até é quentinho, mas esta jovem donzela teve de enfrentar temperatura de –3 no exterior sem um casaquito à vista.
O sacrifício que se faz pelas bandas...
Antes de me ir deitar, ainda fui para a recepção ver o meu mail e ‘bater papo’ com o administrador do hostel, um iraquiano a modos que ‘radical’ com qual tive uma quase acesa discussão sobre a situação no Médio Oriente. Não há como contrapor a opinião de alguém que acha que “Saddam fez bem em matar aqueles curdos...depois do que eles fizeram a nós”. A pensar assim, muito em breve, A Terra ficará como mais um planeta onde já houve vida antes dos sacanas dos 'terrestres' se matarem todos.
Depois da conversa amainar, lá divulguei os meus planos de visita a um cemitério em Kensal Green. Todos olharam para mim, como se fosse uma necrófila. Não sei se, confessar que adorava visitar cemitérios anglo saxónicos e ter visitado 6, ajudou a apoiar o meu ponto de vista que era “perfeitamente normal visitar cemitérios”...




